A Secretária de Estado Adjunta e da Saúde desvalorizou, esta quarta-feira em conferência de imprensa, a entrada de estrangeiros em Portugal sem qualquer comprovativo de teste negativo à Covid-19.

Segundo Jamila Madeira, tratam-se de "casos residuais" que foram identificados e encaminhados para o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF). 

Na conferência de imprensa sobre a situação epidemiológica no país, a governante garantiu que o SEF vai, posteriormente, contactar esses cidadãos para, em coordenação com as autoridades de saúde, serem realizados os testes ao novo coronavírus.  

Veja também:

Na terça-feira, em declarações o jornal Público, o SEF explicou que não pode recusar a entrada no país de cidadãos nacionais ou com residência legal em Portugal.

Impacto da vacina da BCG no combate à Covid-19

Questionados sobre se já existiam novos desenvolvimentos sobre o impacto da vacina da BCG no combate à Covid-19, o subdiretor-geral da Saúde esclareceu que os ensaios clínicos "demoram anos" e não se fazem em "meia dúzia de meses"

Diogo Cruz referiu que estão a ser feitos dois grandes ensaios científicos a nível internacional, um deles na Austrália, mas que ainda não existem resultados preliminares.

E, pegando concretamente na Austrália, explicou que este país vai continuar a ser um barómetro para outros tantos, como é o caso de Portugal, relativamente, a uma possível segunda vaga no inverno.

O subdiretor-geral da Saúde reforçou que a Austrália tem o inverno seis meses mais cedo do que Portugal e é um país altamente desenvolvido em termos e cuidados de saúde, por essa razão, vai ser um bom exemplo sobre como o país se deve comportar caso surja uma segunda vaga.

A Austrália bateu, nas últimas 24 horas, um novo recorde de casos diários: 500 novas infeções. As autoridades do país consideram que as próximas semanas serão críticas.

No entanto, lembrou que o SARS-CoV-2 não se torna mais ou menos eficaz consoante as condições climáticas. 

Diogo Cruz clarificou ainda que a decisão de reabertura dos centros de dia continua em resolução no Conselho de Ministros e que não cabe à DGS tomar essa decisão, mas sim contribuir para a elaboração de uma orientação.

Quanto às juntas médicas, garantiu que estão todas operacionais a nível nacional. 

Cláudia Évora / Notícia atualizada às 17:12