Há mais um caso suspeito de contágio por coronavírus em Portugal. A TVI sabe que se trata de um homem que veio de Milão e que está internado no Hospital de São João, no Porto. 

O doente fica internado e serão realizadas colheitas de amostras biológicas para análise pelo Centro Hospitalar Universitário de São João, que começou a fazer testes para Covid-19 na noite de 23 de fevereiro”, refere a DGS, em comunicado.

A DGS refere que o caso foi validado como suspeito, após análises clínicas e epidemiológicas e que serão divulgados os resultados das análises assim que forem conhecidos.

No domingo, as autoridades japonesas confirmaram que o português Adriano Maranhão, canalizador no navio Diamond Princess, atracado no porto de Yokohama, deu teste positivo ao coronavírus Covid-19, de acordo com fonte oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Desde domingo, o estado de saúde de Adriano Maranhão, piorou, de acordo com a sua mulher, Emmanuelle Maranhão.

A situação dele é pior. Tem mais febre, frio, dor e está mais abatido", disse Emmanuelle.

A mulher do português contou, em declarações à TVI, que Adriano Maranhão foi "visto por um médico" pela primeira vez por um médico que deu um ben-u-ron ao marido. Entretanto, Emmanuelle Maranhão contou que o marido recebeu uma segunda visita na qual lhe foi dito que ia ser feito um relatório oficial para que o português possa ser transferido.

O caso do homem agora internado no São João é o 14.º caso suspeito de infeção com Covid-19 detetado em território português. Todos os 12 casos anteriores foram negativos.

O coronavírus Covid-19 surgiu em dezembro em Hubei, no centro da China, país onde estão registados, a nível continental, mais de 79 mil casos, 2.592 dos quais mortais.

O segundo país mais afetado é o Japão, com 769 casos (três dos quais mortais), incluindo pelo menos 364 no cruzeiro Diamond Princess, onde no sábado foi detetada a infeção de um cidadão português.

Segue-se a Coreia do Sul, com 763 casos, sete dos quais mortais.

Além dos mortos na China continental, morreram oito pessoas no Irão, quatro no Japão, duas na região chinesa de Hong Kong, sete na Coreia do Sul, quatro em Itália, uma nas Filipinas, uma em França, uma nos Estados Unidos e outra em Taiwan.

Ana Peixoto Manuela Micael / Notícia atualizada às 18:01