O Sindicato dos Estivadores e da Atividade Logística (SEAL) decidiu avançar com queixas-crime por difamação contra Moita Flores, os responsáveis do sindicato local de Leixões e a presidente do sindicato 265, pretendendo ir até às “últimas consequências”.

O SEAL decidiu avançar judicialmente contra diversas pessoas e instituições para as responsabilizar pelo conteúdo de notícias publicadas ou emitidas por diversos órgãos de comunicação social, através dos quais entenderam responsabilizar o SEAL por situações que nos são completamente alheias, acusações que nos foram lançadas, destituídas de quaisquer provas”, indicou a estrutura sindical, em comunicado esta quarta-feira divulgado.

Apesar de dizer não poder revelar o conteúdo das queixas, em virtude de estas estarem em segredo de justiça, o sindicato mostrou-se confiante que as mesmas deixarão evidente “a falsidade das acusações” feitas pelo colunista Moita Flores, pelos responsáveis do sindicato local de Leixões, Aristides Peixoto e Américo Vieira, e pela presidente do sindicato 265, Amália Cabeleira.

Para o sindicato dos estivadores, as posições expressas por estes responsáveis pretenderam denegrir a imagem do SEAL para “dividir os trabalhadores portuários” nas ações de luta.

Iremos até às últimas consequências no apuramento da verdade e estamos certos de que os autores destes atos não serão apenas condenados judicialmente como irão dar explicações sobre as reais motivações que presidiram ao conjunto das difamações”, vincou.

O SEAL sublinhou ainda que defende “intransigentemente” os direitos dos seus associados, um trabalho que diz assumir, diariamente, com responsabilidade.

Não escolhemos atalhos. Sabemos que o caminho, por vezes, pode ser longo e sinuoso, mas recusamos processos que firam os direitos, liberdades e garantias que outros, irresponsavelmente, escolheram perfilhar”, concluiu.

O escritor e colunista Francisco Moita Flores disse à Lusa que já prestou declarações à polícia a propósito da queixa-crime apresentada pelo sindicato dos estivadores por difamação, sublinhando que está habituado a estes processos.

Já prestei declarações à polícia. Estou habituado a ter processos destes. Este caso é sobre um artigo que escrevi e publiquei no Correio da Manhã”, referiu Moita Flores, em declarações à Lusa.

O colunista vincou que “já explicou à polícia tudo o que tinha a explicar” e que agora as autoridades irão fazer as diligências normais, escusando-se a avançar mais detalhes.