Um alto responsável da Embaixada da Guiné-Bissau em Lisboa é suspeito de homicídio na forma tentada, depois de alegadamente ter atacado o atual companheiro da ex-namorada com ácido sulfúrico no rosto, no último domingo.

O crime ocorreu em Sintra, tendo o agressor já antecedentes por suspeitas de violência doméstica, mas quando a Polícia de Segurança Pública (PSP) chegou viu-se impedida de deter o suspeito. Este exibiu um passaporte diplomático e, com base nisso, os agentes contactaram o Ministério Público (MP), que se mostrou de mãos atadas. Com imunidade diplomática, apesar da gravidade do crime, o agressor não podia nem ser detido nem sequer constituído arguido.

Foi ordenado à PSP que lavrasse um auto de notícia e, com base nisso, o MP deverá agora remeter o expediente ao Ministério dos Negócios Estrangeiros, para que o Governo retire daí consequências.

Portugal está assim a braços com mais um grave problema diplomático por resolver –  à semelhança do que aconteceu em 2016 com os filhos do ex-embaixador do Iraque em Lisboa, que agrediram brutalmente um jovem em Ponte de Sôr. Estavam aí em causa também crimes de homicídio na forma tentada, mas os agressores não foram detidos por terem imunidade diplomática. Entretanto rumaram ao país de origem.