Cerca de 100 presidentes de conselhos executivos reúnem-se este sábado em Lisboa para debaterem a avaliação dos professores e a eventual criação de uma associação de dirigentes de escolas públicas, refere a Lusa.

Maria do Rosário Gama, presidente do conselho executivo da escola secundária Infanta Dona Maria, em Coimbra, estima que sejam «mais de cem» os participantes, embora sem precisar um número certo porque «há sempre inscrições de última hora». Num encontro realizado em Fevereiro, em Coimbra, estiveram 212 responsáveis de escolas.

A presidente do conselho executivo da Escola Rainha Dona Amélia, em Lisboa, Isabel Le Gué, afirmou que será discutida esta tarde a eventual criação de uma associação nacional de dirigentes de escolas públicas, à semelhança do que existe noutros países europeus.

A avaliação de desempenho será outro assunto em debate, segundo Isabel Le Gué, que defende a necessidade de «desdramatização e pacificação» sobre a questão da entrega dos objectivos individuais por parte dos professores, uma das primeiras etapas do processo de avaliação.

«Para bem das escolas e do sossego do trabalho a fazer é fundamental que se esclareça que os conselhos executivos têm condições para fazer a avaliação sem objectivos individuais», afirmou, sublinhando que no ano passado não havia objectivos individuais e os professores contratados, bem como os que estavam na altura de progredir, «foram avaliados».

Para os próximos anos, o objectivo é recolher propostas para a avaliação que possam ser defendidas junto do Governo.

Os respresentantes deste grupo de professores, que promoveram outros dois encontros nos últimos meses, já foram recebidos pela ministra da Educação, a quem pediram a suspensção da avaliação docente.

Já esta semana estiveram reunidos com o presidente do Conselho Nacional de Educação, Júlio Pedrosa, a quem transmitiram «preocupações» relacionadas com a avaliação, sobretudo com «a ministra [Maria de Lurdes Rodrigues] entregar aos conselhos executivos a responsabilidade de procederem ou não contra os professores que não entregaram os objectivos», segundo Maria do Rosário Gama.
Redação / CR