Os meios de combate a incêndios vão ser reforçados este ano com mais operacionais, viaturas e meios aéreos, sendo o aumento mais visível na última quinzena de maio, segundo a Diretiva Operacional Nacional (DON) hoje aprovada.

A DON, a que a agência Lusa teve acesso, foi aprovada na Comissão Nacional de Proteção Civil e estabelece o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) para 2019.

Tal como aconteceu em 2018, o DECIR deste ano organiza-se e funciona “de forma permanente", sendo reforçado em função dos níveis de probabilidade de ocorrência de incêndios rurais e do estado de alerta do Sistema Integrado de Operações de Proteção e Socorro (SIOPS).

O maior reforço de meios de combate acontece na última quinzena de maio, que vai ter um aumento de 21% em relação a 2018.

Segundo a DON, a última quinzena de maio, com um empenhamento de meios de nível II, vai contar com mais 288 equipas, 1.316 operacionais, 294 viaturas e seis meios aéreos do que em 2018, contando o dispositivo este ano com um total de 1.761 equipas, 7.606 operacionais, 1.735 viaturas e 38 meios aéreos.

No entanto, os meses de julho, agosto e setembro, considerado o período mais crítico em incêndios, continuam a mobilizar o maior número de meios, passando este ano a dispor de 11.492 operacionais, 2.653 equipas, 2.493 veículos e 60 meios aéreos, o maior de sempre, indica a DON.

No ano passado, este nível de empenhamento máximo (denominado por nível IV) contava com 10.767 operacionais, 2.463 equipas, 2.303 veículos e 55 meios aéreos.

O documento estabelece, para o mês de junho (nível III), um dispositivo de 2.081 equipas, 9.038 operacionais, 2.073 viaturas e 60 meios aéreos.

Em relação a 2018, junho vai ter mais 202 equipas, 851 elementos, 215 viaturas e 12 meios aéreos.

Na primeira quinzena de outubro, o empenhamento de meios é também de nível III e vão estar operacionais 2.147 equipas, 9.279 operacionais, 1.972 veículos e 60 meios aéreos.

Na mesma altura do ano passado, o DECIR foi composto por 1.944 equipas, 8.352 combatentes, 1.763 viaturas e 34 aeronaves.

A DON indica igualmente que, entre 16 e 31 de outubro, integram o DECIR as forças de empenhamento permanente e 39 meios aéreos, sendo o número de meios determinado de acordo com a avaliação do perigo e do risco de fogo.

Entre 1 de novembro e 31 de dezembro, em que a mobilização de meios é a mais baixa (nível I), vão estar operacionais as forças de empenhamento permanente e 17 aeronaves, sendo três do Estado e 14 locados.

Também com o nível I, o período de 1 de janeiro e 14 de maio conta com as forças de empenhamento permanente e 14 meios aéreos.

Durante o nível I, a avaliação do perigo e risco de incêndio determinará o nível de empenhamento de meios adicional.

Corpos de bombeiros, Unidade de Emergência de Proteção e Socorro da GNR; Força Especial de Bombeiros e equipas de brigadas dos sapadores florestais integram as forças de empenhamento permanente de combate aos fogos.

A DON ressalva que os meios de combate a fogos previstos para este ano podem ser alterados “em função do risco de incêndio previsível”.

O mesmo documento indica ainda que a Rede Nacional de Postos de Vigia, da responsabilidade da GNR, vai estar em funcionamento entre 7 de maio e 30 de outubro, estando a funcionar 228 postos entre 1 de julho e 15 de outubro e no restante período 72.

Mais 41 Equipas de Intervenção Permanente nos bombeiros voluntários em junho

As corporações de bombeiros vão ter, a partir de 1 junho, mais 41 Equipas de Intervenção Permanente (EIP), passando o país a dispor de um total 344.

Segundo a DON, as 41 novas EIP, constituídas por cinco elementos que estão em permanência nos quartéis de bombeiros para ocorrer a qualquer situação de urgência e emergência registada no concelho, totalizam 205 operacionais.

O documento precisa que os bombeiros do distrito do Porto são aqueles que vão ter mais Equipas de Intervenção Permanente, oito, seguidos de Setúbal e Vila Real, com seis cada um, Leiria e Lisboa (cinco em cada um) e Portalegre (quatro).

Os bombeiros do distrito de Viseu vão ter mais três EIP, os de Braga duas e Coimbra e Aveiro passam a dispor de mais uma em cada distrito.