Quase 50% dos portugueses com idade superior a 25 anos dormem seis horas ou menos por dia e 40% têm dificuldade em manter-se acordados durante a condução, segundo dados divulgados esta sexta-feira.

A Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) e a Sociedade Portuguesa da Medicina do Trabalho (SPMT) divulgaram, esta sexta-feira. resultados de um inquérito realizado pela Comissão de Trabalho de Patologia Respiratória do Sono da SPP que revela a “má higiene do sono” dos portugueses.

De acordo com os dados recolhidos, 46% dos 653 inquiridos com idade igual ou superior a 25 anos, dormem seis horas ou menos por dia e 40% têm dificuldade em manter-se acordados enquanto conduzem ou realizam outras atividades diárias, enquanto 32% dos inquiridos consideram o seu sono razoavelmente mau ou mau e 21% demoram mais de 30 minutos para adormecer.

A má qualidade do sono está associada a perda de memória, sonolência, défice de concentração, irritabilidade e alteração do humor, indicaram as pneumologistas Susana Sousa e Silva Correia, citadas num comunicado sobre o inquérito hoje divulgado.

As representantes da Comissão de Trabalho alertaram também para o aumento de risco cardiovascular em pessoas que dormem cinco horas ou menos.

O presidente da SPMT, Jorge Barroso Dias, indicou que a má qualidade de sono afeta também o trabalho, acrescentando que “ir trabalhar com sonolência, além de não ser saudável, provoca erros, incompetência e mal-estar”.

O inquérito está associado à campanha ‘Põe o teu sono na agenda’, desenvolvida em conjunto pela Comissão de Trabalho de Patologia Respiratória do Sono da SPP e pela SPMT no âmbito do Dia Mundial do Sono, que se assinala em 15 de março.

A iniciativa pretende sensibilizar os portugueses para a importância da quantidade e qualidade sono e o seu impacto na qualidade de vida.