A Polícia Judiciária (PJ) anunciou esta quinta-feira ter desarticulado "uma das mais relevantes redes de narcotraficantes" dos Açores, que "abastecia há vários anos" a ilha de São Miguel "com substâncias estupefacientes provenientes de Lisboa".

Num comunicado enviado às redações, a PJ indica ter detido três homens, dois dos quais, com 49 e 55 anos, "lideravam uma das mais relevantes redes de narcotraficantes desta Região Autónoma dos Açores".

As detenções daqueles dois suspeitos "ocorreram em Lisboa e Ponta Delgada", nos Açores e, após submetidos a um primeiro interrogatório judicial, os homens ficaram em "prisão preventiva", acrescentou a PJ.

Esta alegada rede agora "desarticulada", segundo avança a PJ, "abastecia há vários anos a ilha de São Miguel com substâncias estupefacientes, com destaque para o haxixe, provenientes de Lisboa".

De acordo com a PJ, a operação policial teve início com a intervenção da Secção Cinotécnica da Guarda Nacional Republicana (GNR), que "sinalizou uma mercadoria recém-chegada ao Porto Comercial de Ponta Delgada", em São Miguel, "por indícios de conter produto estupefaciente".

Apercebendo-se da intervenção, “o suspeito, com 35 anos, que se preparava para receber a mercadoria, encetou uma fuga do local, mas foi rapidamente intercetado pela GNR, que transmitiu a situação à Polícia Judiciária", descreve o comunicado.

Na sequência de "diligências subsequentes, foi possível encontrar e apreender mais de 11 quilos de haxixe dissimulados na mercadoria", refere a PJ.

O suspeito ficou indiciado pela prática do crime de tráfico de estupefacientes", tendo o Tribunal determinado a aplicação da "medida de coação de obrigação de permanência na habitação", acrescenta aquela força policial.

Posteriormente, "foi possível estabelecer a conexão com uma investigação em curso" e deter "fora de flagrante delito" dois homens, com 49 e 55 anos, referiu a PJ.

A operação agora divulgada foi levada a cabo pela PJ, através do seu Departamento de Investigação Criminal dos Açores, com a colaboração da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes, no âmbito de uma investigação dirigida pelo Ministério Público – DIAP (Departamento de Investigação e Ação Penal) dos Açores.

/ JGR