Pais de crianças da escola EB e jardim de infância da Ilha, no centro de Valongo, denunciaram a alegada “falta de segurança e de condições” para os alunos devido a obras de renovação do edifício que ainda decorrem.

“Não estão reunidas as condições nem de segurança, nem as condições desejáveis para as crianças poderem brincar livremente no recreio exterior”, disse à Lusa Duarte Meneses Soares.

Segundo este pai, “as obras deveriam ter terminado na sexta-feira”, mas o vereador da Câmara de Valongo informou que os trabalhos só estarão concluídos “nos próximos 15 a 30 dias” o que é “absolutamente inaceitável”.

“O arranque das aulas decorreu com alguma normalidade, tendo em conta as alterações feitas nos últimos dias [vedação sólida à volta de toda a obra] mas, mesmo assim, deixa muito a desejar porque, neste momento, estou a olhar para um trabalhador que ninguém conhece e que não devia estar dentro de uma escola com acesso a crianças pequeníssimas”, considerou.

Contactado pela Lusa, o vereador da Educação da Câmara de Valongo, Orlando Rodrigues, garantiu que “a segurança das crianças está salvaguardada”, sublinhando que “o único constrangimento é o recreio ser mais pequeno”, o que ocorrerá “por um período de apenas 15 dias”.

“Colocamos uma rede a isolar o local da obra do local do recreio, não há acesso das crianças à zona da obra, não há perigo para nenhuma criança, nem para os professores, nem para os funcionários”, frisou o vereador.

Os pais defendem que o início do ano letivo deveria ter sido adiado, pelo menos oito dias, ou, em alternativa, que as crianças fossem distribuídas por outros estabelecimentos de ensino até que se reunissem “condições suficientemente razoáveis para as crianças poderem estar em segurança”.

Os pais consideram que a vedação da zona dos andaimes é “uma medida claramente insuficiente”, além de que esta medida “deixou um espaço exíguo para o recreio os alunos”.

As obras de renovação do edifício da Escola da Ilha decorreram durante os meses de julho e agosto e deveriam estar concluídas no início do ano letivo.

Segundo explicou o vereador à Lusa, a Escola da Ilha já não sofria intervenção há muitos anos, pelo que “era necessário fazer uma requalificação completa do edifício”.

“A obra, que deveria de ser feita durante as férias escolares, começou no início de julho, houve algum atraso, por parte do empreiteiro, durante uns quinze dias, mas está agora no andamento normal”, referiu.

De acordo Orlando Rodrigues, “a quase totalidade do recreio ficará disponível para as cerca de 120 crianças dentro de 15 dias e dentro de um mês a obra ficará concluída”.

Em seu entender, o adiamento do início do ano escolar, assim como a distribuição dos alunos por outras escolas, “não fazia qualquer sentido”.

“Os alunos têm condições para o trabalho e para a atividade letiva, porque o interior da escola está totalmente requalificado, só falta uma parte do exterior para requalificar, mas estamos a falar de um período de apenas 15 dias”, frisou.