O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, avançou esta sexta-feira o valor do aumento do montante da componente fixa do suplemento por serviço e risco nas forças de segurança auferido pelos militares da Guarda Nacional Republicana (GNR) e pelo pessoal policial da Polícia de Segurança Pública (PSP), que passa dos 31 para os 100 euros.

A atualização, aprovada esta quinta-feira em Conselho de Ministros, implica um acréscimo de 69 euros, valor que não deixa satisfeitos os trabalhadores e os sindicatos. Já Cabrita, explicou aos jornalistas que esta medida "significa muito esforço financeiro" para o Estado, traduzindo-se numa nova despesa global na ordem dos "50 milhões de euros anuais".

"Há depois um efeito reflexo, que decorre do regime da Guarda prisional, que segue o regime da PSP, que se traduz numa despesa adicional de cerca de cinco milhões de euros. Portanto, estamos a falar de uma revisão que envolve, em termos de compromisso de despesa permanente para o Estado de 55 milhões de euros", continuou, explicando em que é que este aumento terá efeitos nos salários daqueles profissionais.

"Esta remuneração leva a que a componente de serviço, que todos têm e que é paga 14 vezes ao ano a todos os elementos policiais, passe de uma média de 270 euros para cerca de 340 euros com este crescimento de cerca de 69 euros, ao passarmos de 31 para 100 euros esta componente fixa", apontou.

"Atualmente a remuneração (sem outros suplementos) era de 1472 euros e agora, com esta decisão, ultrapassa os 1530 euros a remuneração média ao que oferem todos os elementos das forças de segurança", referiu o ministro.

"Para termos uma dimensão do que estamos a falar, a remuneração inicial, isto é, aquela que ofere um guarda ou um agente quando é colocado após a frequência na sua formação, ultrapassa pela primeira vez os mil euros. A remuneração total, sem componente adicional, passa a ser de 1062 euros", indicou, não querendo fazer comparações com os valores auferidos pelos agentes de forças da autoridade como a Polícia Judiciária ou dos Serviços Estrangeiros e Fronteiras (SEF), quando questionado.