O Ministério Público e a Segurança Social estão a investigar a Educação Popular, uma IPSS de Lisboa, que recebe mais de 700 mil euros por ano do Estado.

Em causa podem estar crimes como falsificação de documento, tráfico de influência e gestão danosa.

Na instituição, que tem dois polos escolares, um no Bairro da Serafina, em Lisboa, e outro no Estoril, pagaram-se ajudas de custo fraudulentas durante vários meses, ainda se pagam salários encapotados e tem havido alimentos do Banco Alimentar, doados pelos portugueses para as famílias mais carenciadas, a serem vendidos às crianças.

As suspeitas recaem sobre a presidente da instituição, Ercília Picareta, que recebe para liderar a instituição, quando a lei não o permite, e André Couto, ex-vice-presidente, e também presidente da Junta de Freguesia de Campolide, que, por exemplo, mesmo de férias em Israel, recebeu ajudas de custo como se estivesse a trabalhar, em Portugal, para a IPSS.