O secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, reafirmou esta quinta-feira, em Penafiel, que no próximo ano lectivo cerca de 50 por cento dos alunos do ensino secundário em Portugal frequentarão cursos profissionais.

«Estamos a trabalhar para que os alunos possam sair das escolas para o mundo do trabalho levando consigo uma qualificação».

Valter Lemos falava na sessão de abertura do Salão das Profissões, Formação e Emprego do Vale do Sousa, que decorre no Pavilhão de Exposições de Penafiel até ao dia 18.

No certame estão representadas as principais escolas da região, além de centros de formação, universidades, estruturas militares e outros organismos ligados à educação e formação profissional.

O secretário de Estado lembrou que Portugal, segundo a ONU, é o 26º país mais desenvolvido do mundo e só não está melhor posicionado porque apresenta um défice considerável na qualificação da sua mão-de-obra.

«Apenas um terço da nossa população tem o ensino secundário». Valter Lemos, que falava perante uma assistência constituída sobretudo por professores, reafirmou que «a educação é a primeira prioridade do país».

Falou da atenção redobrada da tutela na dinamização dos cursos profissionais nas escolas secundárias e dos cursos de educação/formação que têm contribuído para que, pela primeira vez em 15 anos, se tenha verificado este ano um aumento do número de alunos nas escolas portuguesas.

Falou também dos fundos do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) afectos à qualificação, no âmbito do Programa Operacional de Potencial Humano, que tiveram um reforço de 27 para 36 por cento face ao III Quadro Comunitário de Apoio (QCA).

Valter Lemos diz que o país já tem cerca de 400 centros de novas oportunidades, mas garantiu que esse número terá de ser aumentado, também através do apoio dos fundos da União Europeia, para fazer face às exigências de uma mão-de-obra pouco qualificada.

«Temos de ser capazes de fazer muito e bem» vincou, apelando ao empenho de todos, em especial dos formadores e das entidades envolvidas dos sectores público e privado.

O governante afirmou, também, que o Ministério da Educação mantém-se empenhado no desenvolvimento do Programa Novas Oportunidades, no qual foi possível, em dois anos, melhorar as qualificações de cerca de 100 mil adultos em todo o país.

«O nosso desafio tem sido cumprido com eficácia e de uma forma que o país se pode orgulhar», afirmou, adiantando que neste momento estão inscritos nesses programas mais de 350 mil pessoas.