ACTUALIZADA ÀS 17h51

O Exército negou esta quarta-feira que o internamento de cinco alunos do Colégio Militar por fadiga muscular se deva a um caso de abuso sobre alunos mais novos, afirmando tratar-se de jovens de 15 ou 16 anos.

O porta-voz do Exército confirmou à agência Lusa que a razão do internamento dos cinco alunos do 11º ano do Colégio Militar foi apenas «precaução, devido a fadiga muscular».

«Além da exigência normal do Colégio Militar, estes alunos estão neste momento a fazer treinos de preparação e uma série de provas» para o desfile do Dia da Escola, a 3 de Março, na Avenida da Liberdade, disse o porta-voz.

O «Diário de Notícias» adianta, esta quarta-feira, que «três dos jovens estão no hospital desde quinta-feira passada e dois entraram no domingo».

Segundo o DN, «estes cinco estudantes já estarão bem e em breve terão alta».

Jovens só precisam de descanso

Mais tarde, o porta-voz do Exército salientou que que «o elevado (e exigente) padrão de ensino ministrado neste Estabelecimento de Ensino Militar, complementado com o seu historial de participações em inúmeras provas desportivas, e de actividades complementares não sofre alterações durante este período». O esforço suplementar de preparação para o dia comemorativo do Colégio vai continuar.

«O diagnóstico clínico revela que os alunos, do 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico e do Secundário, não inspiram quaisquer outros cuidados ou qualquer terapia especial para além do repouso», é afirmado ainda no comunicado, salientando que «estas comemorações têm o envolvimento dos 400 alunos do Colégio».

Apesar de ser uma escola pública, o Colégio Militar depende do Ministério da Defesa Nacional e está à responsabilidade do Exército.

Pais acompanham caso

A Associação de Pais do Colégio Militar assegurou esta quarta-feira que acompanha «com todo o cuidado» o internamento de cinco alunos e defende a correcção da intensidade dos treinos na instituição, caso seja esse o motivo do desgaste.

«Estamos a seguir a situação com todo o cuidado e estamos a fazer pressão sobre a direcção para apurar o que se passou. Se estão no hospital é porque alguma coisa não está bem e ainda bem que isso foi detectado», afirmou Paulo Amaral, presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação do Colégio Militar, em declarações à agência Lusa.
Redação / VB