Perto de 1100 horários estão ainda por preencher nas escolas, em muitos casos porque os professores não estão interessados nas colocações, disse à Lusa o director-geral de Recursos Humanos da Educação (DGRHE). Mário Pereira admitiu que «há de facto escolas que ainda não têm os professores colocados», num total de cerca de «1000 a 1100 horários» por preencher.

«O que sucede é que em muitos dos pedidos apresentados pelas escolas não temos candidatos interessados, mas temos de respeitar em absoluto a liberdade de opção e de escolha dos docentes», referiu.

O mesmo responsável explicou que, depois da colocação de professores através do concurso nacional, a 30 de Agosto, as escolas fazem a identificação dos horários que faltam preencher e carregam-nos numa aplicação designada «bolsa de recrutamento».

«Esta bolsa tem de respeitar as regras do concurso, ou seja, o que os professores indicaram como sendo as seus interesses, como o grupo de escolas em que estão interessados, o concelho, o tipo de horário ou se estão disponíveis para substituições temporárias, por exemplo», sublinhou Mário Pereira.

Referindo que existem cerca de 30 mil professores candidatos à contratação, o director-geral de Recursos Humanos da Educação adiantou que a partir de segunda-feira os horários que continuarem sem professores interessados são transferidos para as escolas, a chamada oferta de escola, depois de correr a bolsa novamente, na sexta-feira.
Redação / AR