Os encarregados de educação dos 85 alunos da Escola Básica do 1º Ciclo do Pego, Abrantes, impediram o início do ano lectivo dos filhos, devido à «falta de condições» das salas, que funcionam de forma provisória. Situação semelhante aconteceu em Marco de Canavezes e Vila Real.

Depois de uma reunião com responsáveis da autarquia e do agrupamento de escolas D. Miguel de Almeida, os pais decidiram que os filhos só irão às aulas quando o problema da «falta de segurança e de condições de ventilação para as crianças e professores for solucionado».

«Estamos a contar que as crianças principiem a escola na próxima segunda-feira, segundo acordado com a vereadora responsável», concluiu o representante dos encarregados de educação. Contactada pela agência Lusa, a vereadora com o pelouro da Educação da Câmara de Abrantes afirmou que «não havia necessidade» de adiar o início do ano lectivo na escola do Pego, tendo acrescentado que «os pais é que assim o quiseram».

Em Lordelo, perto de Vila Real, os pais das crianças dum infantário decidiram boicotar o arranque do ano lectivo. Tudo por falhas na segurança. Dizem que os encarregados de educação que falta um recreio em condições e que as escadas do edifício, que é antigo, são um perigo real para as crianças.

Protesto também no primeiro dia de aulas numa escola do primeiro ciclo e, Paço do Gaiolo, no Marco de Canavezes. Esta manhã, os pais dos alunos não deixaram os filhos entrar nas salas de aula. Alegam que não há professores nem auxiliares suficientes para as quarenta crianças.

A falta de auxiliares e professores nesta escola é uma queixa que se tem repetido nos últimos anos. Até agora, é através da contestação que os encarregados de educação têm conseguido aumentar o número de pessoal neste estabelecimento.
Redação / FC