Os professores estão a ponderar avançar para um greve nacional ainda este ano letivo.

A paralisação pode decorrer ainda em tempo de aulas ou coincidir com os exames nacionais ou com o período de avaliações.

A ameaça foi comunicada hoje pela FENPROF em conferência de imprensa, depois de mais uma reunião inconclusiva entre ministério da educação e os sindicatos.

“Vamos ouvir os professores em plenários, reuniões e trabalhando nas escolas. Se não houver respostas [do Governo], as greves podem ser feitas mesmo quando não há aulas. Há avaliações e exames, por exemplo. No caso dos exames o colégio arbitral é que decide quais os serviços mínimos e se os há”, afirmou o Mário Nogueira.

Em causa, está a falta de consenso sobre os horários dos professores, a criação de um regime de aposentação especial e a contagem do tempo de serviço no processo de descongelamento das carreiras.

Mário Nogueira reafirmou a necessidade de “resolver problemas” durante este ano letivo, uma vez que termina em agosto.

“O nosso ano é diferente do ano civil. Assumimos o ano 2017/2018 como ano de resolver problemas. O que ficar adiado para ser decidido a partir de setembro já só será decidido na legislatura seguinte, com o próximo Governo”, disse.

O líder da FENPROF acusou também o ministro da Educação de ter “desaparecido”, depois de no início da legislatura ter assumido o compromisso de “reunir trimestralmente com os sindicatos” para debater os problemas do setor.

“Desde o início de setembro que o ministro da Educação não aparece. Diariamente daqui [sede da Fenprof] segue um lembrete ao ministro a recordar que um trimestre tem menos de oito meses”, ironizou Mário Nogueira.

A decisão sobre a greve só vai ser anunciada após a manifestação nacional de professores, marcada para o dia 19 de maio, em lisboa.