A Fenprof exigiu esta sexta-feira no Ministério da Educação e Ciência uma reunião urgente com o ministro, Nuno Crato, para saber como tenciona o Governo fazer funcionar o sistema educativo com os cortes orçamentais previstos.

Mário Nogueira lembrou que o anterior Governo foi travado pelo PSD e CDS-PP quando tentou poupar 43 milhões de euros com uma alteração curricular que se destinava a passar de dois para um o número de professores de Educação Visual e Tecnológica (EVT) por turma. «Aquilo que hoje propõe este Governo para alterações curriculares é uma redução de 102 milhões de euros, quase duas vezes e meia mais do que o proposto anteriormente».

A Fenprof estima que, além de professores contratados, sejam também afectados docentes dos quadros em várias disciplinas. «Há aqui milhares de professores de EVT, milhares de professores de História, de Geografia, de Educação Musical, de língua estrangeira e outras disciplinas que só por esta medida serão abrangidos, além de termos ainda um corte de mais 54 milhões de euros resultantes de encerramentos de escolas e da constituição de mega agrupamentos», disse à Lusa.

A estimativa sindical de 20 mil professores fora do sistema, a juntar aos 12.540 colocados a menos este ano, são «contas muito por baixo», podendo vir a subir «largamente» com a aplicação das medidas inscritas na proposta de Orçamento do Estado para 2012.
Redação / CF