O ex-ministro da Justiça Laborinho Lúcio manifestou-se esta sexta-feira defensor da «autoridade e disciplina» na escola mas enquanto «direito dos alunos» e não «poder da escola», sugerindo uma «inversão» nesse domínio, avança a Lusa.

«A autoridade e a disciplina normalmente entre nós, do ponto de vista cultural, é mais tida como um poder da escola e não necessariamente como um direito do aluno e precisamos de fazer alguma inversão nesse domínio», afirmou.

Laborinho Lúcio falava aos jornalistas à margem do encontro «De SIM e de NÃO se faz Educação», a decorrer até sábado em Coimbra e que tem como ponto de partida «A violência infanto-juvenil em contexto escolar a par da emergência de um novo fenómeno: a violência de filhos contra os pais, em contexto familiar».

O ex-ministro da Justiça afirmou ainda que «não podemos olhar para as situações de indisciplina e de violência na escola e observá-las apenas como resultado, temos de analisar os factores, compreender nomeadamente do ponto de vista estratégico o que pode mudar», disse.

Para Laborinho Lúcio, os alunos têm «direito à autoridade, à disciplina, mas exercida em seu nome e não da escola», daí que preconize «uma reflexão» em torno da questão.

É na escola, referiu, que os alunos «fazem grande parte do seu processo de aprendizagem social e precisam, evidentemente, de conhecer os limites interiores que têm de impor a si próprios, de compreender a importância da autoridade e da disciplina como um bem deles próprios».
Redação / AB