Mais de 500 alunos da Escola EB 2,3 da Ericeira estão sem aulas de Educação Física desde esta quarta-feira, uma vez que chove dentro do pavilhão municipal, confirmou a direcção do agrupamento de escolas.

«Tivemos de interromper a actividade lectiva no pavilhão porque há infiltrações de água e não há condições para haver Educação Física», afirmou Rosa Chorão, da direcção do agrupamento, ao ser contactada pela agência Lusa.

A direcção do Agrupamento de Escolas da Ericeira disse que já informou o município para a necessidade de obras, o que levou técnicos da autarquia a visitar esta quinta-feira o local para avaliar o problema e encontrar soluções.

O Ministério da Educação alugou desde há vários anos o pavilhão municipal para assegurar as aulas de Educação Física da escola, enquanto não é construído um novo edifício escolar.

A Escola EB 2,3 da Ericeira tem mais de 25 anos e, além de não ter pavilhão gimnodesportivo, está degradada e possui telhados em amianto.

Na última assembleia municipal, realizada no final de Setembro, o deputado do PCP, José João, alertou o executivo social-democrata para a necessidade de obras na escola e no pavilhão.

«Há salas com portas danificadas, jardins que mais parecem terrenos abandonados, um pavilhão gimnodesportivo que mais parece um chuveiro e telhados em amianto, com telhas partidas a libertar constantemente poeiras nocivas», afirmou então o comunista.

O presidente da câmara, José Ministro dos Santos, disse na altura que desconhecia que chovesse dentro do pavilhão, mas admitiu que a escola «já não tem as condições mínimas».

O município já cedeu terreno e aguarda que o Ministério da Educação transfira as verbas necessárias para construir a nova escola, considerada pelo autarca como uma prioridade no concelho, à semelhança da EB 2,3 da Malveira.
Redação / ACS