Paulo Portas quer que os professores sejam avaliados no momento da mudança de escalão na carreira e defende que um novo modelo de avaliação deve ser liderado pelo conselho pedagógico, noticia a Lusa.

As afirmações foram feitas aos jornalistas no final de uma reunião com o secretário-geral da federação Nacional dos Professores, Mário Nogueira.

«O sistema que propomos reconhece uma autoridade, o conselho pedagógico. Essa autoridade é única responsável pela avaliação», defendeu Portas.

Para o líder dos democratas-cristãos, ao invés de «reuniões permanentes para avaliação, deve haver um documento único produzido ao longo do ano». O momento da avaliação deve ocorrer apenas na altura da mudança de escalão do professor.

«Deve adaptar-se à expectativa de progressão dos seus escalões. (...) Quanto se aproxima o momento em que podem mudar de escalão, é nesse momento que a avaliação é importante», disse.

O sistema deve prever uma «arbitragem célere» para resolver eventuais conflitos, defende Portas. A avaliação deve ser feita «depois de passar a época de exames» e antes de começar o ano lectivo seguinte para não prejudicar a actividade lectiva.

Paulo Portas revelou que as iniciativas legislativas que o CDS-PP entregará, em princípio na próxima semana, prevêem que não pode haver qualquer relação entre a avaliação dos professores e as notas dos alunos.

Já quanto à revisão do estatuto da carreira docente, o líder do CDS reiterou que é contra a divisão entre professores titulares e não titulares.
Redação / RGB