O ministério da Saúde diminuiu drasticamente a capacidade das caixas de e-mails dos médicos de família. Trata-se de apenas 4% do espaço de armazenamento, que já está a gerar problemas na comunicação entre profissionais e utentes.

Até agora, o Ministério da Saúde disponibilizava 50 gigas para a caixa de e-mails dos médicos, mas o espaço foi reduzido a 4%: ou seja, a apenas 2 gigas.

A pandemia de covid-19 tem privilegiado este meio de comunicação entre utentes e médicos: há muitos utentes que enviam email para pedir exames e medicação.

O secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos, Roque da Cunha, adiantou à TVI24 que, no total, existem 1.800 médicos que não estão nos centros de saúde, por estarem a fazer o acompanhamento de doentes com covid-19, e que, por essa razão, têm menos tempo para acompanhar os seus utentes.

Nós queremos acompanhar os nossos utentes e uma das formas de contacto é precisamente o email", reitera.

O médico diz ainda não compreender "porque é que o país, que tem, através da Europa uma bazuca de apoios e onde a prioridade é o digital e a Saúde, como é que o Ministério da Saúde disponibiliza este espaço a menos".

A partir de agora é mais difícil esse contacto", admite Roque da Cunha.

O sindicato adianta também que se está a investigar se não terá mesmo havido informação que foi perdida.

Rafaela Laja