Os Estados Unidos alertaram os cidadãos norte-americanos para as manifestações dos “coletes amarelos” que deverão decorrer em várias cidades portuguesas, esta sexta-feira.

Numa mensagem divulgada através das redes sociais da Embaixada dos EUA em Portugal, as autoridades norte-americanas deixaram várias recomendações aos cidadãos norte-americanos, como "evitar as zonas onde deverão decorrer as manifestações", "manter uma postura discreta" e "consultar os órgãos de comunicação locais para informações atualizadas".

No texto, lê-se que os protestos estão previstos não só para Lisboa como para o Porto, Coimbra, Faro, Portimão, Ovar, V. N. Famalicão, Viseu, Santarém e Guarda.

As manifestações deverão começar às 7:00 do dia 21 de dezembro. Os grupos [que estão a organizar as iniciativas] pretendem manifestações inspiradas nos protestos recentes em França”, lê-se no aviso.

A Guarda Nacional Republicana (GNR) já fez saber que tem vindo a recolher informações no terreno e através das redes sociais sobre as manifestações, sublinhando que o dispositivo da guarda já está reforçado na época natalícia.

Também a PSP explicou que as concentrações previstas para todo o país são movimentos de grande dimensão, pelo que, “mandam as regras do bom senso”, está a acompanhar o processo através de recolha de informação no terreno, pelas redes sociais e com os promotores das iniciativas para ter pessoal operacional caso seja necessário.

Os protestos marcados para sexta-feira em várias cidades do país por grupos de cidadãos sob o lema “Vamos Parar Portugal” são inspirados no movimento “coletes amarelos” em França. 

O movimento francês começou com o descontentamento em relação à taxa dos produtos petrolíferos, mas rapidamente passou a envolver outras queixas relacionadas com o custo de vida. 

Os protestos ficaram marcados por violentos confrontos entre manifestantes e polícias no centro de Paris.

Na sequência das manifestações, o presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou, que um aumento do salário mínimo em 100 euros a partir do próximo dia 1 de janeiro. O salário mínimo em França, que é atualmente de 1.498 euros deve passar para 1598 euros, em termos brutos.