Os roubos em residências aumentaram 14,2% em 2020 e, numa zona em Portugal, o fenómeno foi particularmente preocupante. Há pouco tempo, e em apenas dois meses, nos concelhos algarvios de Faro e Olhão, registaram-se mais de trinta assaltos.

As vítimas eram sempre idosos e instalou-se o medo entre a população. 

O Major Carlos Bengala explica que o Departamento de Investigação Criminal de Faro apercebeu-se de que existiam padrões comuns em termos de atuação, sendo que, por norma, os autores dos crimes abordavam as pessoas que vivem em zonas de baixa densidade populacional.

Os ataques deixaram marcas nas vítimas, foi difícil por isso encontrar quem se disponibilizasse a falar em entrevista. 

Ainda assim, a TVI ouviu uma vítima que conta que, depois dos assaltos, ficou o trauma, mas também o medo de vingança. 

Agarraram-me pelo pescoço, empurraram-me para dentro da marquise e é aí é que a pessoa começa a viver um filme de terror. Os indivíduos pegaram nas ferramentas e começaram a atacar-me”, conta.

A vítima explica como os assaltantes deram-lhe “pauladas” com os cabos de ferramentas e com murros na cabeça. “Partiram-me a cabeça e começou a escorrer sangue”, lembra, sublinhando que, nesse momento, os agressores pegaram no dinheiro e fugiram de sua casa.

Depois do assalto, a GNR concluiu tratar-se de “um ataque violento”, já que quando chegaram ao local para auxiliar a vítima, encontraram-na “com a roupa cheia de sangue”.

Já no hospital, a vítima apercebeu-se que tinha um derrame no olho esquerdo e uma fratura numa costela. Mas, conta, “são as sequelas psicológicas as mais graves. São essas que ficam para toda a vida”.

Uma reportagem com assinatura "Emergência Nacional".

Miguel Fernandes