A Câmara Municipal de Lisboa vai disponibilizar mais 1.004 lugares de estacionamento, distribuídos por 15 parques explorados pela Empark, com um custo mensal de 40 euros para residentes sem dístico, anunciou esta sexta-feira o vereador da Mobilidade, Miguel Gaspar.

O autarca socialista falava durante uma audição na comissão de Mobilidade e Segurança da Assembleia Municipal de Lisboa.

Temos 1.000 lugares, na verdade 1.004, onde vai ser possível estacionar por 40 euros por mês, por contrapartida da entrega do dístico de residente, dado que estamos a falar de lugares que estão muito abaixo do preço de mercado”, avançou Miguel Gaspar.

De acordo com vereador da Mobilidade, trata-se 15 parques fechados, nos quais os residentes poderão estacionar, durante 24 horas, abdicando do dístico de estacionamento de superfície da Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL).

[…] Estamos a falar de um lugar garantido em parque e, portanto, parece-nos razoável que a pessoa que escolhe optar por este benefício, por este parque em condições especiais, de alguma forma, liberte a via pública para os demais, que continuarão a estacionar na via pública”, observou.

Os mais de mil lugares vão estar distribuídos pela Avenida de Roma (79), Praça de Londres (75), Avenida de Berna (70), Alameda (150), Valbom (60), Saldanha (50), Arco do Cego (13), Marquês de Pombal (120), Campo Mártires da Pátria (50), Campolide (60), Alexandre Herculano (20), Restauradores (52), Campo de Ourique (100), Largo do Jesus (30) e Infante Santo (75).

Os únicos parques que não foram considerados nesta fase, daquilo que são os parques que estão a ser explorados pela Empark, foram os parques do Jardim Zoológico, porque pareceu-nos que nesta altura não era viável fazer esta negociação”, explicou Miguel Gaspar, que acrescentou que irá haver também “bicicletários seguros”.

Miguel Gaspar adiantou ainda que o município vai pagar pela renegociação com a Empark, alertando que a proposta tem de ser aprovada ainda pelos deputados municipais.

A câmara não vai depender um euro do orçamento municipal para cobrir este benefício, no entanto, falo do equilíbrio económico no contrato, onde há um equilíbrio económico para o privado. Porque estamos a baixar o preço para poder cobrar dos 120 euros para os 40, temos de compensar em termos económicos para o privado - essa compensação em valor atualizado líquido até ao dia de hoje é de 8,2 milhões de euros”, disse.

Segundo o vereador com a tutela da Mobilidade, a Câmara Municipal ficará mandatada para fazer a alteração dos contratos da proposta e só nessa altura é que tudo isto poderá ser realizado, lembrando que será a EMEL a montar o processo de seleção de residentes.

Vai seguir o mesmo [processo] que já segue nos parques de EMEL, há uma lista e é dada sempre prioridade ao primeiro dístico por família”, salientou, acrescentando que o executivo tudo fará para que os parques estejam operacionais o mais rápido possível”

 

Nós vamos fazer os nossos melhores esforços se a Assembleia [Municipal] aprovar estas alterações de minutas de contrato em meio de maio. Vamos tentar ter tudo pronto 15 dias depois de a Assembleia aprovar estas alterações”, sublinhou.

O autarca informou ainda que vão ser alocados parques de estacionamento que nunca foram construídos para outras zonas, como o do Largo Barão de Quintela para o Beato, o do São Pedro de Alcântara para a Praça de Alvalade, o de Marquês de Fronteira para a zona da José Malhoa, o parque da Paiva Couceiro será redimensionado e o da Praça José Fontana passará para o outro lado do jardim.

Questionado também sobre a conclusão do estudo sobre as necessidades de estacionamento em Lisboa, encomendado pela EMEL, que deveria ter sido apresentado publicamente em 2019, Miguel Gaspar adiantou que ainda não o tem em sua posse.

/ CE