O ensino superior público ficou com 5.254 vagas por preencher no final da 2.ª fase de candidatura, que este ano, à semelhança do que aconteceu na 1.ª fase, registou uma redução de candidatos.

De acordo com dados divulgados esta quinta-feira pela Direção-Geral do Ensino Superior (DGES), “para a segunda fase, o número de vagas colocadas a concurso foi de 12.457, às quais acresceram 2.149 vagas libertadas por candidatos colocados e matriculados na primeira fase que foram agora colocados na segunda fase”.

Às vagas disponíveis candidataram-se 17.109 candidatos, menos do que os 19.135 de 2017, e apenas foram colocados 9.452 estudantes.

Entre os mais de 17 mil candidatos, 5.962 não tinham concorrido na 1.ª fase do concurso nacional de acesso; 3.295 não obtiveram colocação na 1.ª fase; 1.965 não se matricularam na colocação obtida na 1.ª fase; e 5.767 estavam matriculados na colocação obtida na 1.ª fase, conseguindo agora uma mudança de curso.

De acordo com a informação divulgada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES), “4.796 estudantes foram colocados no ensino superior politécnico e 4.656 no ensino universitário, tendo aumentado o número de estudantes na sua 1.ª opção (43%)”.

No conjunto da primeira e segunda fases já ingressaram no ensino superior público através do concurso nacional de acesso 46.070 novos estudantes. Na primeira fase do concurso já tinham sido colocados 43.992 estudantes, dos quais se matricularam 38.767 (88,1%).

A colocação de estudantes nesta 2.ª fase confirma as estimativas de ingresso no ensino superior público, que apontam para cerca de 73 mil novos estudantes em 2018-2019 quando consideradas todas as vias de ingresso, incluindo cerca de 45.000 novos estudantes a ingressar por via do concurso nacional de acesso”, lê-se num comunicado do ministério.

Vagas no interior

Das mais de cinco mil vagas ainda por ocupar no ensino superior público, a quase totalidade encontra-se nas instituições fora de Lisboa e Porto, onde apenas restam algumas dezenas de vagas.

De acordo com dados divulgados pela Direção-Geral do Ensino Superior (DGES), são residuais as vagas ainda disponíveis em Lisboa e Porto, cerca de uma dezena, com a maioria dos 5.254 lugares vagos a encontrarem-se nas instituições que o Governo pretendia beneficiar com a medida que cortou 1.100 vagas nas instituições das duas maiores cidades do país, tentando contribuir para uma maior coesão territorial, estimulando a procura de universidades e politécnicos localizados no interior do país.

A medida acabou por se traduzir numa redistribuição de vagas em instituições que não apresentavam qualquer problema ao nível de procura, nem se localizam em zonas demograficamente pressionadas, como as de Coimbra, Minho ou Aveiro.

Há 304 cursos ainda com vagas por preencher, maioritariamente nos institutos politécnicos, contra 762 já completamente cheios.

Um total de 48 cursos não tiveram qualquer candidato, os quais mantém nesta fase do concurso a quase totalidade das vagas por ocupar.

O ensino superior público ficou com 5.254 vagas por preencher no final da 2.ª fase de candidatura do concurso nacional de acesso, que este ano, à semelhança do que aconteceu na 1.ª fase, registou uma redução de candidatos.

Segundo a DGES, “para a segunda fase, o número de vagas colocadas a concurso foi de 12.457, às quais acresceram 2.149 vagas libertadas por candidatos colocados e matriculados na primeira fase que foram agora colocados na segunda fase”.

Às vagas disponíveis candidataram-se 17.109 candidatos, menos do que os 19.135 de 2017, e apenas foram colocados 9.452 estudantes.

Os resultados da 2.ª fase do concurso nacional de acesso estão desde hoje disponíveis no portal da DGES (http://www.dges.gov.pt).

A matrícula dos estudantes colocados nesta fase decorre entre 27 de setembro e 01 de outubro e cabe a cada instituição decidir se abre uma 3.ª fase de acesso com as vagas sobrantes.

As vagas disponíveis para a 3.ª fase são divulgadas a 04 de outubro no portal da DGES e a fase de candidatura decorrerá entre 04 e 08 de outubro.