Nunca houve tantos jovens a estudar ciências em Portugal como nos dias de hoje nem tantos professores a ensiná-las bem, afirmou este domingo, na Figueira da Foz, o ministro Mariano Gago.

«Ao contrário do que se julga, nunca houve tantos jovens a estudar ciências como agora, nunca houve tantos professores a ensinar ciências bem como agora», disse o ministro da Ciência e Tecnologia, no final de uma gala promovida pelo jornal online Ciência Hoje, no Casino da Figueira da Foz.

No entanto, o ministro considerou que a actividade científica em Portugal «ainda tem muito que crescer». «Mas é muitíssimo superior àquela que alguma vez foi na História portuguesa», declarou.

O facto de existir em Portugal uma investigação científica «consistente em muitas áreas», concretamente nas empresas, aliado aos numerosos cientistas é, segundo Mariano Gago, um sinal de «esperança».

No discurso que proferiu durante a Gala da Ciência, em que foram atribuídos os prémios «Seeds of Science» a investigadores de dez áreas científicas, o ministro sublinhou que a ciência não existe sem reconhecimento.

«Claro que o reconhecimento que conta para a ciência é o reconhecimento de quem trabalha em ciência. Não há ciência sem que outros cientistas reconheçam que aquela é uma ciência que vale a pena, que é boa», frisou.