No programa Ephemera deste sábado, Joana Reis e José Pacheco Pereira foram numa viagem até ao Hawai através dos scrapbooks de um antigo diplomata português para reviver a presença portuguesa naquela região tão longínqua no início do século XX.

Euclides Goulart da Costa, um diplomata português, que nasceu em 1882 nos Açores, passou, durante a sua carreira diplomática, pelas ilhas havaianas.

Através de um scrapbook, um livro feito à mão que compila fotografias, recortes de jornais, postais, selos, notas, entre outros, Euclides contou a história de uma das viagens ao Hawai, em 1918.

José Pacheco Pereira relata no Ephemera que uma das grandes curiosidades deste material é o facto de compilar memórias "das primeiras gerações da colónia portuguesa" naquela região.

Além de retratar no livro muito do mundo dos nativos, o açoriano - que teve o primeiro cão com imunidade diplomática no mundo - mostra numa série de imagens raparigas havaianas com a influência musical da comunidade portuguesa.

Aparece (no livro) um dos aspectos da influência portuguesa no Hawai que é a influência da música e nós vamos encontrar nem mais nem menos que uma rapariga havaiana com a versão havaiana do cavaquinho", explica o professor.

O ukulele, instrumento musical geralmente associado ao Hawai, é, na verdade, uma herança dessa colónia portuguesa, que levou até àquela ilha do Pacífico o português cavaquinho.

Foi levado pelos portugueses" e por isso "muitas fotografias têm raparigas, em particular, mas às vezes também homens, a tocar cavaquinho, ou ukulele", mostrou José Pacheco Pereira.