[Excertos retirados do livro «Relatos Verídicos. Experiências de Quase-Morte»]

«Comecei a ver a minha vida como um filme a andar ao contrário. Comecei a lembrar-me de mil e uma coisas, mas num andamento extraordinariamente rápido, como se estivesse num túnel. Era um túnel aquático, mas era como se fosse um túnel luminoso. E estava num estado de extrema paz, como uma pessoa que está a adormecer. (...) A morte e a vida são como um cordel com duas pontas, uma está numa ponta e outra noutra ponta, mas o cordel é o mesmo».

Adalberto Alves

«A certa altura, eu estava acima do meu corpo. (...) Comecei a ficar fascinado. Estava acima de mim próprio! Comecei a ver umas cores lindíssimas que eu não conhecia, com uma música muito suave e distinguia muito bem o som de sinos (...) Isso deu-me outra visão, tornou-me melhor pessoa e devo-o muito a essa experiência [de quase-morte]. Também me tirou essa história do medo da morte».

Fernando Dacosta

«De repente, deixei de ver as pessoas, deixei de ver tudo e vejo um corredor, uma espécie de um túnel (...) que, ao princípio, era meio escuro, mas que lá dentro tinha uma luz muito, muito bonita. Vejo nessa luz a minha avó e o meu padrinho (...) Não tem nada a ver com sonhos. Sei que estive mesmo lá. Não me deixaram lá ficar e eu tenho muita pena. Muita pena. Não estava ainda no meu destino. Cada um tem a sua missão a cumprir».

Isabel Wolmar

«Quando dei por mim, não estava a dormir. Estava a pairar por cima do meu próprio corpo. Estava a olhar para baixo e a ver o meu corpo lá em baixo, contorcido de dor e de sofrimento. (...) Há muitas coisas que não se vêem, que não se conseguem medir nem agarrar, mas sem as quais nós não sobreviveríamos».

Margarida Rebelo Pinto

«Sai literalmente do meu corpo. Tinha a sensação de que me conseguia ver a mim própria na cama, com pessoas à minha volta. (...) Lembro-me de ver toda a minha vida a passar-me à frente, mas eu não estava a pensar em ganhar Emmys, nem nada que se pareça. A única coisa que me interessava era sobreviver porque não queria que mais ninguém tomasse conta dos meus filhos. Eu estava a flutuar lá em cima e pensava: Não, não quero morrer. Não estou preparada para deixar os meus filhos (...)»

Actriz Jane Seymor, actriz da série «Dr.ª Quinn»

«O nosso cérebro, é, na realidade, uma máquina fabulosa que consegue efectuar qualquer coisa como alguns muitos milhões de operações por segundo (...). Mas não tenhamos ilusões, (...) a essência do nosso ser não é apenas algo produzido por umas moléculas, por uns átomos».

Manuel Domingos, presidente da Sociedade Portuguesa de Neuropsicologia

«O cérebro recebe a consciência, mas não a produz».

Pim van Lommel, cardiologista holandês, cientista de referência no estudo das EQMs que participa neste livro.