Um jovem de 23 anos desapareceu, esta quarta-feira à tarde, no mar da praia da Foz do Lizandro, perto da Ericeira, em Mafra. De acordo com informação apurada pela TVI, o jovem estava na praia, com um grupo de amigos. 

O rapaz entrou na água com outro amigo, que saiu aflito.  Os restantes elementos do grupo não arriscaram entrar na água para o tentarem resgatar e alertaram as autoridades. 

O alerta foi dado cerca das 17:00. Decorrem, neste momento, buscar por terra, por água e por ar. Envolvidos nas buscas estão motas de água, um helicóptero da Força Aérea e a caminho está uma corveta da Marinha. A Polícia Marítima faz patrulhamento por terra. 

36 mortos por afogamento este ano

Trinta e seis pessoas morreram afogadas entre 01 de janeiro e 01 de maio deste ano, metade das quais no mar, segundo dados divulgados esta quarta-feira por um observatório da Federação Portuguesa de Nadadores-Salvadores.

Os restantes afogamentos ocorreram em rios, poços, tanques de rega, piscinas, valas e marinas, refere um relatório do Observatório do Afogamento, assinalando que nenhum dos locais onde as 36 pessoas morreram - 28 homens e oito mulheres - tinha vigilância.

Segundo o relatório, cuja contabilidade dos afogamentos é feita a partir de notícias de jornais, 47% das vítimas tinham mais de 50 anos e 39% eram de nacionalidade portuguesa, sendo que 21% eram cidadãos suecos, brasileiros, romenos, alemães, espanhóis e austríacos.

Na lista das causas determinadas para o afogamento incluem-se pesca lúdica, ritual religioso, tentativa de salvamento de cão, passeio junto ao mar, embriaguez e queda de carro ao rio.

Faro, Lisboa, Porto e Leiria foram os distritos onde ocorreram mais mortes, de acordo com o relatório.

O Observatório do Afogamento foi fundado em 2017 pela Federação Portuguesa de Nadadores-Salvadores, para "contabilizar as mortes por afogamento em Portugal, de forma a serem criadas estratégias de prevenção".