A escola pública vai perder 109 mil alunos até 2020, segundo estimativas da Direção Geral de Estatísticas da Educação e Ciência, que revelam que o 1.º ciclo será o mais afetado.

Os dados da DGEEC comparam os números reais de alunos que frequentavam as escolas há dois anos com previsões para o ano letivo de 2020/2021, de onde se pode concluir que os estabelecimentos de ensino terão menos 109.005 estudantes, o que significa uma redução de cerca de 8%.

É no 1.º ciclo que se irá sentir mais o efeito da crise demográfica, com uma previsão de menos 61.634 alunos dentro de quatro anos (menos 15,7%), altura em que a DGEEC estima que as escolas primárias terão 330.235 crianças.

O 3.º ciclo será o segundo mais afetado em números reais de estudantes: As escolas vão ter menos 27.651 alunos.

No 2.º ciclo a redução será de 19.376 estudantes, com a DGEEC a estimar que em 2020/2021 frequentem este nível de ensino pouco mais de 200 mil alunos.

Finalmente, o ensino secundário será o menos afetado, com uma redução prevista de apenas 428 alunos do ensino regular e artístico e um aumento de 84 estudantes que frequentam outras modalidades de ensino.

Ao longo dos anos, haverá uma oscilação, com anos com mais adesão e outros com menos às outras modalidades de ensino, que deverão atingir o pico já no próximo ano letivo, altura em que se estima a presença de 144.782 estudantes.

No total, o ensino secundário deverá ser frequentado por 341.021 alunos no ano letivo de 2020/2012, segundo a estimativa da DGEEC.

No geral, independentemente do nível de ensino, serão as escolas das regiões do norte e do centro do país que vão sentir mais a redução de alunos, em especial no 1.º ciclo.

Já para o Algarve prevê-se um pequeno aumento de 6,5%, com destaque para o 3.º ciclo e o ensino secundário.

Redação / CM