A Confederação Nacional Independente de Pais manifestou este sábado «preocupação» com o aumento da violência nas escolas portuguesas, considerando que este acréscimo significa um «falhanço das medidas de segurança ou mesmo falta de uma estratégia global de prevenção», escreve a Lusa.

Em comunicado, a Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE) manifestou este sábado «preocupação perante os números do programa Escola Segura [divulgados sexta-feira], que revelam um aumento do número de agressões a professores e alunos em 2007/08».

«O aumento da violência em meio escolar significa o falhanço das medidas de segurança ou mesmo a falta de uma estratégia global de prevenção», lê-se no documento.

Agressões aumentaram

O número de agressões a professores e alunos aumentou 11,3 e 20,6 por cento respectivamente em 2007/08, face ao ano lectivo anterior, segundo dados do programa «Escola Segura» apresentados sexta-feira.

Já o número total de ocorrências registadas no último ano lectivo foi de 6.039, enquanto em 2006/07 situou-se nas 7.028, o que representa uma diminuição de cerca de 14 por cento.

Contrariamente «àqueles que têm considerado que está tudo bem», a CNIPE refere que há muito tem vindo a alertar «para as situações de violência contra professores e pessoal não docente ou entre alunos», bem como para a «ausência de medidas para a combater».

Violência pode vir a agudizar-se

«Sendo certo que a actual situação de crise económica que o País vive, afecta cada vez mais as famílias, receamos que a violência possa vir a agudizar-se», lamenta a Confederação, sublinhando a importância de exigir que sejam «tomadas as medidas adequadas», que a CNIPE tem vindo a apresentar publicamente.

A criação de Gabinetes de Apoio ao Aluno e à Família e de Mediação de Conflitos, bem como de equipas multidisciplinares nas escolas, formação do pessoal docente e não docente na gestão de conflitos e a contratação de mais pessoal auxiliar e o reforço efectivo dos meios humanos e materiais da PSP e GNR que integram a Escola Segura são algumas das medidas defendidas pela Confederação.

«De uma vez por todas, é fundamental que o Ministério da Educação dote as escolas dos recursos necessários para a prevenção de um fenómeno que tende a agravar-se», salienta-se no documento.
Redação / PP