Nos últimos quatro anos o amianto matou 126 pessoas Portugal, ou seja, uma média de 31 pessoas por ano.

Os casos foram identificados, entre 2014 e 2017, pela Direção-geral da Saúde e dão conta de um problema que há muitos anos está por resolver. Sobretudo se tivermos em conta que existem mais de 3.000 edifícios públicos com este material, comprovadamente cancerígeno.

Na maioria dos casos, as pessoas morreram vítimas de mesoteliomas, um tipo de cancro provocado exclusivamente pela exposição a este tipo de material.

O Ministério do Ambiente identificou a presença deste material, comprovadamente cancerígeno, em cerca de 3.700 edifícios públicos, entre eles, estabelecimentos de ensino.

O Movimento Escolas Sem Amianto (MESA), em conjunto com a Fenprof e a Associação Ambientalista ZERO, entregou na Assembleia da República uma petição com mais de cinco mil assinaturas

A petição, que tem como primeiros subscritores Íria Roriz Madeira, membro da Zero, André Julião, coordenador do MESA, e Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof, exige que sejam tomadas as medidas necessárias para impor ao Governo, “no respeito pela lei, pelo direito à informação dos cidadãos e ao seu bem-estar”, a divulgação da lista atualizada de escolas públicas com presença de materiais contendo amianto, “não se cingindo esta às coberturas em fibrocimento”. A petição pede ainda a remoção total do amianto das escolas, à semelhança do que já aconteceu noutros países da União Europeia.

O amianto foi um material muito utilizado na construção, estando atualmente proibido uma vez que a inalação dessas fibras - que podem ser libertadas quando as estruturas estão em mau estado de conservação ou são danificadas - podem provocar inúmeras doenças, entre as quais do foro oncológico.