A greve dos trabalhadores não docentes fechou escolas por todo país na sexta-feira, mas em plena paralisação houve câmaras que pediram o nome dos funcionários faltosos, numa clara violação da lei.

A denúncia foi feita por sindicatos e diretores dos agrupamentos de escolas, que se mostram indignados com a atitude das autarquias.

Uma das câmaras que fez este pedido foi a de Vila Nova de Famalicão. A câmara solicitou por email os nomes de quem não estava a trabalhar. A atuarquia justificou entretanto ter-se tratado de um lapso, dizendo que pretendia apenas saber o número e não o nome dos funcionários para fazer uma espécie de balanço para a comunicação social.

Os sindicatos dizem que houve pressões por todo o país. 

Houve diretores e coordenadores de estabelecimentos escolares a enviar SMS's para os trabalhadores a pedirem-lhes para irem trabalhar porque senão as escolas ficavam sem funcionários e tinham de encerrar", revelou Orlando Gonçalves, do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas do Norte.

Afirmam que vão pedir esclarecimentos à Associação Nacional de Municípios e denunciar os casos das alegadas pressões à Inspeção Geral de Educação.