Das 42 pessoas que deram entrada esta terça-feira nas urgências do hospital de Beja devido a vómitos, já tiveram alta 39, tendo ficado internadas três crianças, "por precaução", disse à agência Lusa fonte hospitalar.

A fonte da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA) indicou que às 22:30 era este o ponto da situação, tendo explicado que, até às 20:00, tinham dado entrada no Serviço de Urgência do Hospital José Joaquim Fernandes, pertencente à ULSBA, um total de 42 pessoas com "sintomas de vómitos", das quais "36 são crianças e seis são adultos".

Em direto do hospital esteve a jornalista da TVI, Carla Correia, que falou com o familiar de uma das crianças.

Está com imensos vómitos, com pouca força", explicou o tio de um menino, acrescentando que algumas crianças já tinham tido alta.

Segundo o familiar, a escola diz que não teve culpa, não dando mais esclarecimentos sobre o caso.

Fontes hospitalares disseram anteriormente à Lusa que a unidade de Beja reforçou as suas equipas com médicos e enfermeiros para "dar resposta" à situação.

Fonte da Câmara Municipal disse à Lusa que as crianças de diversas escolas de Beja transportadas hoje para o hospital da cidade, devido a "suspeitas de uma intoxicação alimentar", têm entre três e 10 anos.

O vereador do pelouro da Educação do município de Beja, Arlindo Morais, indicou que "há suspeitas de uma intoxicação alimentar", acrescentando que as crianças frequentam o pré-escolar e 1.ºciclo do ensino básico e são de duas escolas de Beja e das escolas das freguesias rurais de Beringel, São Matias e Trigaches.

Arlindo Morais adiantou ainda que as refeições para estas escolas são confecionadas pelo Centro Social e Recreativo do Bairro da Esperança, em Beja, uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS).

O autarca disse também à Lusa que o município contactou a saúde pública, tendo esta entidade enviado uma equipa para fazer análises no local onde são confecionadas as refeições.

Além disso, acrescentou, inspetores da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) estão igualmente a fazer análises, das quais se aguardam os resultados.

Arlindo Morais referiu que tem havido contactos sobre a situação entre o município, a saúde pública e o hospital de Beja.

Carla Correia / MJC - atualizada às 23:15