Os trabalhadores não docentes dos estabelecimentos de ensino estão em greve, esta sexta-feira, em protesto contra a “falta crónica” de funcionários nas escolas.

A greve foi convocada pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, com o argumento de que a falta de pessoal não docente se arrasta sem solução há anos, apesar das promessas dos sucessivos governos e que o problema se agravou no presente ano letivo.

Artur Sequeira, Coordenador Nacional da Educação da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, esteve esta sexta-feira no Diário da Manhã da TVI e afirmou que, numa escola do primeiro ciclo, por exemplo, há um funcionário para cerca de 48 alunos.

A estrutura sindical exige ainda o fim da precariedade, a integração dos atuais trabalhadores precários e a contratação imediata de mais 6.000 trabalhadores para os quadros.

A lista de reivindicações inclui ainda uma nova portaria de rácios e dignificação salarial e funcional e o fim do processo de descentralização das escolas públicas, e um ensino universal, inclusivo e de qualidade.

A estrutura sindical espera que a greve nacional encerre escolas em todo o país e um forte impacto nos estabelecimentos de Lisboa.

 
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