O segundo período letivo arranca esta segunda-feira, mas nem todos os estudantes vão ter aulas presenciais, por causa da covid-19. Vários surtos obrigaram autoridades locais a adiar o regresso presencial às aulas em vários municípios, estando muitos alunos a ter aulas online.

Mêda

O Agrupamento de Escolas de Mêda, no distrito da Guarda, anunciou que, nas próximas duas semanas, as aulas do segundo período letivo não serão presenciais devido "à atual situação epidemiológica" da covid-19 no concelho.

Numa informação divulgada este domingo de manhã, nas redes sociais, o presidente do Agrupamento, Luís Filipe Lopes, salienta que se trata de uma "medida preventiva e de mitigação".

Apelamos à tranquilidade, compreensão e colaboração de toda a comunidade", lê-se no comunicado.

Pinhel

O presidente da Câmara de Pinhel, também no distrito de Guarda, disse à agência Lusa que as aulas no concelho não vão ser presenciais nas duas próximas semanas por causa da situação epidemiológica.

Segundo Rui Ventura, falta apenas a confirmação da Direção Regional de Saúde, depois de as autoridades de saúde local e distrital terem concordado com a passagem das aulas presenciais a não presenciais.

O concelho regista 129 casos na comunidade, mais 48 no lar da Santa Casa da Misericórdia de Pinhel, que foi atingido por um surto.

Oliveira do Hospital

O Agrupamento de Escolas de Oliveira do Hospital adiou também o regresso às aulas presenciais por 14 dias para o 2.º e 3.º ciclos e secundário por causa do agravamento da situação epidemiológica no concelho.

Em comunicado, o diretor do agrupamento justifica a decisão com o "aumento muito significativo" de casos positivos de covid-19 naquele município do distrito de Coimbra, "que está na iminência de passar a integrar a lista de concelhos com nível de risco extremamente elevado (segundo dados do serviço de saúde locais)".

Atendendo à atual situação epidemiológica, e como medida preventiva e de mitigação, a Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares, após parecer emitido pela Autoridade de Saúde competente, decidiu determinar a transição para o regime não presencial", refere a nota, assinada pelo diretor Carlos Carvalheira.

No entanto, as aulas para as crianças do pré-escolar e alunos do 1º ciclo vão decorrer normalmente, de forma presencial.

Tavira

Também em Tavira as aulas vão ser dadas à distância e todas as escolas do Ensino Básico e Secundário foram encerradas. A medida vigora durante toda a semana e será reavaliada dia 10.

O concelho registou mais de 200 casos na última semana, passando de risco moderado para risco extremamente elevado. Em causa, estão dois surtos, um num lar de idosos, que conta já com mais de quatro dezenas de infetados, e outro com origem num ginásio, também com mais de 40 infetados.

No concelho de Tavira, as aulas serão presenciais para o pré-primário e para o Ensino Primário.

Em declarações à Lusa, a presidente da câmara, Ana Paula Martins, manifestou-se “muito preocupada” com o aumento “repentino” de casos registado no concelho na última semana, o que levou as autoridades a determinar a suspensão das aulas presenciais dos 2.º e 3.º ciclos e ensino secundário de todos os agrupamentos de escolas do concelho.

No comunicado em que informou a autarquia sobre a suspensão das aulas nestes ciclos de ensino, que se aplica durante um período sete dias iniciado hoje, a Autoridade de Saúde Regional do Algarve justificou a medida com “a existência de 262 casos confirmados ativos de covid-19, com uma taxa de incidência a 14 dias superior a 960 casos/100.000 habitantes”.

Madeira

O Governo da Madeira aprovou este domingo novas medidas para conter os contágios com o vírus SARS-CoV-2 que incluem a proibição de circulação entre as 23:00 e as 05:00, o reforço de fiscalização e a abertura progressiva das escolas.

A Universidade da Madeira informou que todas as atividades letivas presenciais, incluindo avaliações, estão suspensas até 10 de janeiro, aguardando a instituição as medidas que o Governo Regional vai determinar na segunda-feira.

Todas as atividades letivas presenciais, incluindo avaliações, estão suspensas, até ao próximo dia 10 de janeiro e as aulas que possam ter lugar online, devem decorrer normalmente nesse meio digital”, pode ler-se no comunicado divulgado pela academia madeirense.

A Universidade da Madeira, localizada no concelho do Funchal, acrescenta na nota que “as atividades não letivas inadiáveis, nomeadamente relacionadas com trabalhos de investigação, poderão ser realizadas nas instalações da UMa”.

Também refere que, no Campus da Penteada, a instituição vai tentar “manter um registo dos presentes, na porta principal, à entrada e à saída, através da leitura do cartão de identificação da universidade e pelas portas dos estacionamentos, para os utilizadores dos mesmos, processando-se o seu registo da forma usual”.

No mesmo documento, a UMa, indica que os trabalhadores não docentes, em teletrabalho, devem “articular o respetivo funcionamento com os administradores e os Serviços Sociais”.

Recorda ainda que a decisão do Governo Regional anunciada hoje menciona que qualquer trabalhador afeto à universidade que precise de “ficar em casa para acompanhar o seu educando, por este frequentar estabelecimento de ensino nos municípios do Funchal, de Câmara de Lobos e da Ribeira Brava, verá a sua falta ao trabalho justificada, com limite de um encarregado de educação por agregado”.

Valpaços

A Câmara de Valpaços iniciou hoje um rastreio ao novo coronavírus a cerca de 1.400 alunos, funcionários e professores do Agrupamento de Escolas para garantir um regresso às aulas com “maior margem de segurança”.

Nós entendemos que é mais um contributo para a mitigação da covid-19 no nosso concelho”, afirmou hoje à agência Lusa o presidente do município de Valpaços, no distrito de Vila Real.

Amílcar Almeida explicou que “importava tomar esta medida” atendendo que a comunidade educativa esteve em férias e que durante o período festivo, de Natal e passagem de ano, “é natural que se tenham estabelecido alguns contactos familiares”.

E, naturalmente, que queremos transmitir segurança e serenidade à comunidade educativa e, acima de tudo, também à população em geral, passando a mensagem que a escola é um local seguro. E para iniciarmos este segundo período em segurança”, salientou Amílcar Almeida.

O rastreio, “integralmente suportado” pela autarquia, vai ser feito através de testes rápidos e tem início hoje na Escola Secundária de Valpaços.

Manuela Micael