Responsáveis sindicais e associativos dos professores manifestaram esta sexta-feira a sua «preocupação» em relação aos dados do programa Escola Segura que indicam que o número de agressões a professores e alunos aumentou 11,3 e 206,6 por cento, respectivamente, em 2007/08.

O número de agressões a professores e alunos aumentou 11,3 e 20,6 por cento respectivamente em 2007/08, face ao ano lectivo anterior, segundo dados do programa «Escola Segura» apresentados.

Já o número total de ocorrências registadas pela «Escola Segura» no último ano lectivo oi de 6.039, enquanto em 2006/07 situou-se nas 7.028, o que representa uma diminuição de cerca de 14 por cento.

António Avelãs, do secretariado da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), referiu à Agência Lusa que dos dados parece resultar que «à medida que se vai agudizando a situação social do país diferentes manifestações de violência vão ocorrendo nas escolas».

Com a crise económica e social é «também normal que isso se reflicta na escola», observou, sublinhando, contudo, não ter conhecimento completo do relatório hoje apresentado em Lisboa.

Lucinda Manuela, da direcção da Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE), disse à Lusa que a FNE vem alertando há muito para o problema do aumento da violência nas escolas e para a necessidade de serem tomadas «medidas adequadas e atempadadas» para que tal situação não se verifique.
Redação / CLC