Paulo Penedos, assessor da PT e arguido no processo Face Oculta, diz nunca ter recebido instruções do Governo para «praticar actos» que tivessem como objectivo interferir na comunicação social, acrescentando não se opor à divulgação das escutas feitas no âmbito daquela investigação.

Face Oculta: «Jornalismo de buraco de fechadura»

Em comunicado enviado à Lusa, o advogado de Paulo Penedos refere que «nunca, em circunstância alguma, o Governo, ou algum membro do Governo», diligenciou ou fez chegar ao conhecimento do seu cliente «qualquer orientação ou sugestão para que este praticasse algum acto que tivesse em vista a interferência ou instrumentalização de grupos ou órgãos de comunicação social, nunca tendo mesmo falado com ele acerca deste assunto».

«Em face da gravidade do que lhe tem vindo a ser imputado e para salvaguarda da sua dignidade, o Dr. Paulo Penedos desde já declara que não se oporá à divulgação das escutas telefónicas que, a propósito da matéria em causa, o abranjam», refere Ricardo Sá Fernandes, numa declaração «em nome do Dr. Paulo Penedos e como seu advogado».

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Redação / PP