A Polícia Judiciária (PJ) e o Ministério Público acreditam que o homicídio de Rafael Lopes, de 19 anos, foi decidido na véspera, a partir do bairro do casal da Mira, na Amadora, e pensado ao pormenor. Daí, os quatro suspeitos avançaram para Lisboa, na zona das Laranjeiras, com uma faca de cozinha - arma alegadamente usada por Leonardo, um dos suspeitos, para desferir dois golpes fatais que atingiram a vítima na zona torácica.

Entretanto, todos os quatro suspeitos foram detidos, aguardando agora julgamento para lhes serem aplicadas as medidas de coação.

Rafael, que vivia no bairro da Cova da Moura, também na Amadora, tinha rivalidades com os suspeitos - consideradas pela investigação como motivos fúteis. Frequentava uma escola nas Laranjeiras - e os suspeitos decidiram emboscá-lo, ontem a seguir ao almoço, à entrada da estação de metro. Cobriram as duas entradas, dois a dois, e mal apanharam a vítima esta foi atingida, na sequência de uma curta discussão, tendo cambaleado até à plataforma do metro, onde acabou por cair e morrer. 

Nessa altura, os suspeitos seguiram-no, abriram-lhe a mochila e roubaram do interior o telemóvel da vítima. Dois dos suspeitos devem responder por homicídio e roubo e dois apenas por roubo.

De resto, as autoridades revelaram esta quinta-feira que o homicídio terá sido potenciado por conflitos nas redes sociais.

Henrique Machado