A polícia espanhola deteve 60 pessoas e desmantelou, com a colaboração da Polícia Judiciária (PJ) portuguesa, uma organização de tráfico internacional de haxixe que utilizava a marina de Lagos (Algarve) como base logística das operações.

A Guardia Civil espanhola (correspondente à GNR) revelou, este sábado, que desmantelou uma rede de criminosos que introduziu grandes quantidades de haxixe na costa de Huelva, uma provincia da região da Andaluzia que faz fronteira com o Algarve.

Foram detidos 60 pessoas e mais de 10 toneladas de haxixe foram apreendidas na operação 'Soterrado', coordenada pela Europol (serviço Europeu de polícia) e com a colaboração da PJ.

A investigação começou em fevereiro do ano passado, quando a polícia espanhola teve conhecimento da existência de uma poderosa organização de traficantes de droga que, embora estivesse instalada em Huelva, Sevilha e Cádis (Andaluzia), tinham deslocado a sua logística para o sul de Portugal para evitar a pressão da Guarda Civil sobre as costas desta comunidade autónoma espanhola.

Os investigadores, juntamente com membros da Polícia Judiciária Portuguesa, tiveram conhecimento que a organização estava a utilizar até quatro barcos a partir da marina de Lagos com tripulações de Cádis e de Ceuta (cidade espanhola no norte de Áfriva).

Segundo o comunicado da Guardia Civil, desde março de 2020, foram apreendidos 1.000 quilos de haxixe nas águas do Estreito de Gibraltar, com quatro detidos e um barco apreendido; 1.700 quilos de haxixe na Isla Cristina (Huelva), com seis detidos e dois barcos apreendidos, e 1.300 quilos em Mazagón (Huelva), recuperando três outros veículos roubados.

No decurso da operação, os agentes detetaram um grande lançamento de barcos a partir do porto de Lagos, de forma que, em plena luz do dia, foram utilizados até 12 barcos num único mês, segundo a polícia espanhola.

Também foram localizadas algumas instalações industriais, perto de Huelva, que a organização utilizou para reparar os barcos aproveitando a atividade comercial do local.

/ NM