A defesa dos quatro portugueses que foram detidos em Gijón, em Espanha, admite processar as duas mulheres que fizeram queixa por violação. O advogado já apresentou recurso para alteração das medidas de coação

Germán Inclán alega que as declarações e a própria queixa são falsas e garante ter provas disso. 

Acreditamos na inocência destes rapazes desde o primeiro momento. Pelo estudo e conhecimento dos atos que temos, sabemos que as declarações das queixosas não são consistentes. Temos, inclusive, provas que desacreditam a versão das raparigas", disse Germán Inclán em declarações aos jornalistas.

As versões apresentadas pelos portugueses não coincidem com as das jovens espanholas. Se elas falam em contacto através de redes sociais, eles alegam uma abordagem na marina e posterior encontro combinado na pensão. Tudo gravado nos telemóveis, tal como um vídeo que pode provar a inocência.

Foi gravado pouco antes de irem embora. Não houve tempo para que essas supostas agressões, violência, intimidação e tudo o resto possam ter acontecido depois do vídeo porque, se fazem o vídeo e vão logo embora, não há margem de tempo para que ocorram as lesões, as agressões sexuais e os abusos sexuais", acrescentou. 

Dois destes jovens permanecem detidos nas Astúrias.

A acusação mantém na íntegra as declarações das duas mulheres.

Miguel Cabral