Apesar da preparação e da experiência dos quatro portugueses presos na gruta Cueto-Coventosa, em Espanha, há risco que não podem ser ignorados.

O Comandante dos Bombeiros de Algueirão-Mem Martins, Joaquim Leonardo, garantiu, na TVI24, que os principais riscos são as correntes de água e a dificuldade de acessos, excluindo qualquer hipótese de ocorrer um aluimento de terras.

As autoridades espanholas têm excluído a opção da drenagem da água, apesar da previsão de chuva na região.

Com a subida do nível da água, o resgate poderá passar pelo recurso a mergulhadores, à semelhança do que aconteceu na Tailândia, quando uma jovem equipa de futebol ficou encurralada numa situação comparável.

Joaquim Leonardo relembrou que a expedição dos espeleólogos tinha uma duração prevista de 20 horas e que estes deverão ter alimentos para cerca de 30 horas.

Há que realçar ainda a temperatura no interior da gruta que deve rondar os oito graus, facto que era conhecido pelos quatro portugueses, que deverão estar preparados para baixas temperaturas.