Os portugueses já podem desfrutar das esplanadas, mas há limites e até um guia de boas práticas.

A AHRESP, Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal, atualizou, na segunda-feira, o guia que serve de referência aos estabelecimentos, com as regras que “respeitam as diversas orientações emitidas pela DGS” bem como a “legislação aplicável atualmente em vigor”.

Aos clientes, a partir de agora, deve ser “exigido o cumprimento das regras”, como, por exemplo, “não modificar a orientação de mesas e cadeiras”.

Apesar de a AHRESP não fazer qualquer referência ao uso de máscara entre os clientes, de acordo com a Direção-Geral da Saúde e a legislação em vigor a máscara deve estar colocada sempre que as pessoas não estejam a consumir.

E com ou sem máscara, em cada mesa "os coabitantes podem sentar-se frente a frente ou lado a lado a uma distância inferior a 2 metros".

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Sabemos, pelo Governo, que não podem estar mais de quatro pessoas à mesma mesa, exceto se pertencerem ao mesmo agregado familiar, mas, sobre o distanciamento físico, as regras são mais claras. 

É necessário garantir o distanciamento físico entre as pessoas durante o período de funcionamento dos estabelecimentos", alerta a associação.

Ou seja, é importante “manter uma distância de, pelo menos, dois metros”, seja “entre as pessoas”, “entre as mesas”, “nas filas de espera no exterior” ou “nas filas de espera para pedidos/pagamentos”.

E se os lugares estiverem dispostos "em diagonal" melhor ainda "para facilitar a manutenção da distância de segurança". Já os lugares em pé, "pela dificuldade de garantir a distância entre pessoas, estão desaconselhados".

Mas, mesmo que respeite o distanciamento, não basta chegar e sentar-se.

Os clientes, que devem higienizar as mãos com frequência, devem também “evitar tocar em superfícies e objetos desnecessários”. Também devem "evitar" circular pelo espaço, a menos que tenha de ir à casa de banho e, mesmo assim, deve ter o cuidado de se afastar dos demais.

A circulação de pessoas para as instalações sanitárias devem ocorrer em circuitos onde seja possível manter a distância adequada entre as pessoas que circulam e as que estão sentadas nas mesas", observa a AHRESP.

E melhor do que aparecer sem aviso será mesmo avisar.

Sempre que possível e aplicável, promover e incentivar o agendamento prévio para reserva de lugares por parte dos clientes", sugere a AHRESP.

A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal recomenda, ainda, várias boas práticas aos estabelecimentos, tanto no atendimento ao público como aos fornecedores.

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Catarina Machado