O primeiro-ministro assegurou, no sábado, que não está a ser considerado nenhum encerramento das escolas, salientando que o Governo pretende preservar o direito a estudar e a trabalhar, pelo que concentra as medidas mais restritivas ao fim de semana.

Neste momento, não está considerado nenhum encerramento das escolas. O objetivo central que temos de ter ao controlar a pandemia é preservar a liberdade de estudar e o direito ao trabalho", afirmou António Costa, no final da reunião do Conselho de Ministros extraordinário que regulamenta as medidas do estado de emergência a vigorar entre segunda-feira e 23 de novembro.

O chefe de Governo afirmou que o objetivo é "garantir que o ano letivo não vai sofrer sobressaltos e que não há de novo interrupção generalizada na atividade profissional", com forte impacto no emprego.

Temos de assegurar que essas medidas têm o menor impacto possível na vida das pessoas, por isso concentramos no fim de semana esse esforço acrescido", disse, considerando que o facto de se estar numa "época mais fria, mais chuvosa, menos solarenga" poderá ajudar ao cumprimento da medida.

Portugal atingiu um novo máximo de casos diários de covid-19 ao contabilizar mais 6.640 infeções nas últimas 24 horas.

Testes rápidos podem ser exigidos nas escolas

O Governo aprovou a possibilidade de exigir testes rápidos à covid-19 em escolas, além de estabelecimentos de saúde, lares, prisões e nas chegadas a Portugal por via aérea e marítima.

Prevemos a possibilidade de poder ser exigida a realização de testes rápidos para acesso a estabelecimentos de saúde, lares, estabelecimentos de ensino, na entrada e saída do território nacional, seja por via aérea e por via marítima, nos estabelecimentos prisionais e ainda em outros locais que venham a ser definidos pela Direção-Geral da Saúde como podendo ser objeto da realização dos testes rápidos”, elencou o chefe de Governo.

Apontando que, “hoje, felizmente, já estão disponíveis não só testes de diagnóstico que levam bastantes horas a termos resposta, como começam a ser vulgarizados os testes antigénios que podem dar respostas em curto espaço de tempo”, António Costa assegurou que o país tem estado a adquirir doses deste tipo de despiste mais rápido.

Já procedemos à aquisição de 100 mil unidades, temos encomendas 400 mil e estamos a participar numa ‘call’ [encomenda] conjunta da União Europeia para a aquisição destes de diagnóstico e têm vindo a ser disponibilizados crescentemente”, acrescentou.

Neste estado de emergência, passa também a estar legislada uma outra medida, esta já em vigor, que diz respeito à medição da temperatura corporal, dado que febre é um dos sintomas da covid-19.

“O controlo da temperatura, já tem vindo a ser praticado e de forma relativamente pacífica, nos locais de trabalho, estabelecimentos de ensino, meios de transporte, espaços comerciais”, mas agora será “regulamentado no estado de emergência para que não haja dúvidas jurídicas sobre a possibilidade da imposição deste mecanismo de controlo”.

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