Na 2.º fase de acesso ao ensino superior houve nove cursos onde o último aluno a entrar teve uma média superior a 19 valores, uma lista agora liderada por Medicina, da Universidade do Porto.

Nesta 2.º fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAES), apenas 40% dos candidatos conseguiu uma vaga numa universidade ou instituto politécnico:  num universo de quase 23 mil candidatos, entraram pouco mais de nove mil.

Com muito menos vagas disponíveis e muitos cursos com notas de acesso bastante elevadas, 281 estudantes conseguiram um lugar num dos cursos com elevado nível de excelência de candidatos.

Segundo uma análise feita pela Lusa, houve nove cursos onde o último a entrar teve uma média superior a 19 valores.

No curso de Medicina, da Faculdade de Medicina da Universidade Porto, o último aluno a entrar nesta 2.º fase (entraram dois) teve uma média de 19,52 valores, seguindo-se Engenharia Aeroespacial da Universidade de Aveiro, onde nesta segunda fase entrou apenas um aluno com uma média de 19,48.

Na lista seguem-se o curso de Medicina, da Universidade do Minho (U.Minho), que passa a ter mais um aluno com média de 19,27, e o de Engenharia e Gestão Industrial (U.Porto), onde entraram agora cinco candidatos. Neste curso da Universidade do Porto, o aluno com média mais baixa tem 19,25 valores.

Acima dos 19 valores aparecem ainda os cursos de Engenharia Aeroespacial, do Instituto Superior Técnico, Medicina (U.Coimbra), Engenharia e Gestão Industrial (Instituto Politécnico do Porto), Design de Comunicação  (U. Porto) e Engenharia Física Tecnológica (da U.Lisboa), este último com média de 19,13 valores.

Existem outros 24 cursos onde só conseguiram chegar alunos com uma média acima de 18 valores e outros 68 cursos onde foi precisa uma média de pelo menos 17 valores.

Nos cursos com elevado nível de excelência de candidatos as vagas ficaram todas ocupadas. Apenas os cursos com menos procura mantiveram vagas por preencher, que seguem agora para a 3.º fase.

 Concluída a 2.ª fase, sobraram apenas 4.441 vagas para os próximos concursos. A maioria dos cursos ficou sem vagas: Em pouco mais de mil cursos, apenas 212 continuam com vagas por preencher, enquanto os restantes 857 cursos ficaram sem qualquer lugar disponível.

Cabe a cada instituição de ensino superior decidir sobre a abertura da terceira fase do concurso, sendo que as vagas podem ser em número igual ou inferior às que sobraram agora, acrescidas daquelas que não venham a ser ocupadas pelos estudantes que não realizem a matrícula e inscrição.

Os dados mostram que voltam a ser os cursos nos institutos politécnicos, como Bragança, Guarda e Castelo Branco, os que apresentam neste momento mais vagas, e os cursos de engenharia os que ficaram com mais lugares por preencher.

Os primeiros 40 cursos com mais vagas disponíveis são todos em institutos politécnicos, à exceção do curso de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores, da Universidade de Coimbra, que surge neste grupo, com 45 vagas sobrantes.

Apenas um curso surge com média negativa. É Agronomia, da Escola Superior Agrária de Castelo Branco, do Instituto Politécnico de Castelo Branco, onde o último aluno a entrar teve uma média de 9,6 valores.

As vagas colocadas a concurso na 3.º fase serão divulgadas a 21 de outubro no site da Direção-Geral do Ensino Superior (http://www.dges.gov.pt), seguindo-se depois a candidatura entre 21 e 25 de outubro.

No conjunto da 1.ª e 2.ª fases do CNAES deste ano, já ingressaram no ensino superior público 51.431 novos estudantes, segundo contas avançadas pelo ministério

A Direção-Geral do Ensino Superior estima que ano letivo se inscrevam mais de 100 mil novos estudantes, tendo em conta as diferentes formas de ingresso no ensino superior público e privado. No ano passado, previa-se cerca de 95 mil novos alunos.

/ JGR