A diabetes tipo 2 foi pela primeira vez relacionada com a função respiratória durante o sono, num estudo europeu que mostrou que a doença afeta negativamente a respiração durante o sono.

O estudo realizado por investigadores de Lleida, na Catalunha, Espanha, mostrou que os doentes com diabetes apresentam uma “arquitetura de sono alterada”, confirmando a diabetes como fator de risco para a parte respiratória.

O médico e investigador Albert Lecube disse à agência EFE que a investigação veio demonstrar que há que ter em conta “como respiram as pessoas com diabetes”, além das preocupações com outras doenças já comummente associadas, como a retinopatia.

O pulmão deve ser considerado como um dos “órgãos-alvo” das complicações produzidas pela diabetes.

O estudo veio mostrar que a diabetes afeta de forma negativa a respiração durante o sono, confirmando-a como “um fator de risco” na componente respiratória.

Segundo Albert Lecube, perante um mesmo diagnóstico de apneia do sono, deve ser considerado mais grave um doente com diabetes.

Os principais resultados do estudo do Grupo de Investigação em Obesidade, Diabetes e Metabolismo do Instituto de Investigação Biomédica de Lleida são divulgado em vésperas do Dia Mundial da Diabetes, que se assinala na quarta-feira.