A chamada silhueta feminina em forma de pêra, com maior percentagem de gordura nas pernas, está associada a um risco menor de doenças cardíacas, quando comparada com a gordura acumulada na barriga, segundo um novo estudo, divulgado na revista médica European Heart Journal.

A investigação decorreu nos últimos 18 anos, nos Estados Unidos, e teve por base o historial de 2.600 mulheres com peso saudável, sublinhe-se, e com idades entre os 50 e 79 anos.

Destas, 202 sofreram ataques cardíacos, 105 tiveram acidentes vasculares cerebrais e 16 sofreram ambos.

Ao longo deste período, a gordura, os músculos e a densidade óssea foram alvo de análise e comparação, com os investigadores a concluírem que as mulheres com corpo em forma de "maçã", ou seja, com mais gordura abdominal ou visceral, chegam a ter três vezes mais possibilidades de vir a sofrer de uma doença cardiovascular que uma mulher com o corpo em forma de "pêra", em que a gordura está distribuída pelas ancas e coxas.

O motivo pelo qual a gordura nas pernas parece ser mais "protetora" para as doenças cardiovasculares não é totalmente claro e está, neste momento, a ser aprofundado.

Para a equipa de investigadores do Albert Einstein College of Medicine, em Nova Iorque, estes indicadores são de extrema relevância, uma vez que os anteriores estudos tinham por base apenas mulheres com excesso de peso ou obesas.

As participantes do nosso estudo tinham todas pesos normais. A mensagem é, por isso, muito importante: até para as mulheres com peso saudável, a forma do corpo importa", afirmou o professor Qibin Qi, citado pela BBC.

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