Donald Trump afirmou, nesta quarta-feira, numa declaração ao país, que, enquanto for presidente dos EUA, "o Irão nunca terá armas nucleares".

Disse, também, que Washington ainda está a estudar retaliações ao ataque iraniano desta madrugada, mas que quer a paz.

Na reação ao ataque iraniano a duas bases militares ocupadas pelas tropas norte-americanas no Iraque, Trump prometeu, ainda, que os Estados Unidos vão aplicar "novas poderosas sanções" contra o Irão, até que o governo de Teerão "mude as suas políticas".

A vossa campanha de terror não vai mais ser tolerada (...) Só nos últimos meses, o Irão apreendeu navios em águas internacionais, disparou um ataque não provocado à Arábia Saudita e abateu dois drones americanos", disse o presidente dos EUA. 

Durante uma comunicação ao país, na Casa Branca, ao lado de chefes militares e altos funcionários do seu governo, Trump disse que os ataques iranianos desta madrugada não provocaram vítimas e fizeram “danos materiais mínimos”.

Trump disse mesmo que o Irão está a recuar no conflito.

Eles parecem estar a retirar. E isso é bom”, sublinhou.

O presidente dos Estados Unidos disse, igualmente, que vai pedir à NATO para se envolver mais nos processos do Médio Oriente e sugeriu aos países signatários do tratado nuclear com o Irão para procurarem um novo acordo.

Vou pedir à NATO para se envolver mais nos processos de paz do Médio Oriente”, indicou, recordando os esforços que tem feito no seu mandato para estabilizar a região, nomeadamente no combate contra ao Estado Islâmico.

Trump voltou a passar a mensagem de que os EUA se querem retirar dos cenários de guerra no Médio Oriente e mencionou o facto de o seu país se ter tornado “no maior produtor de gás natural e de petróleo”, ficando autossuficiente neste setor.

Não precisamos do petróleo do Médio Oriente”, concluiu Trump, para explicar a sua estratégia de abandono da região.

O ataque iraniano a duas bases militares no Iraque, que servem as tropas norte-americanas e da coligação, surgiu como retaliação ao assassinato do general Qassem Soleimani, morto pelas tropas norte-americanas durante um ataque aéreo contra o carro em que seguia em Bagdade.