A PSP teve de intervir na Escola Básica de 2º e 3º ciclos Eugénio de Castro, em Coimbra, esta quarta-feira. Alunos, professores e funcionários continuam o protesto que iniciaram na passada sexta-feira, contra as más condições das instalações escolares.

Os portões da escola foram trancados a cadeado por volta das 7:30 e assim se mantiveram durante uma hora, até à chegada da PSP, que obrigou à abertura da escola.

Os principais motivos deste protesto são a falta de funcionários e as más condições de higiene e segurança.

"No inverno a temperatura que está no exterior é a mesma que está no exterior, os alunos levam mantinhas", explica um dos manifestantes.

Mas este não foi o único protesto em estabelecimentos escolares de Coimbra esta quarta-feira. 

À porta da sede do Agrupamento de Escolas Rainha Santa Isabel, na Adémia, mais de 100 pais concentraram-se antes das 08:00 para protestar contra a situação "grave e preocupante" que se vive, segundo a presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação.

À agência Lusa, Edite Balaus salientou que o agrupamento é frequentado por 1.300 alunos, distribuídos por 15 escolas, que têm ao serviço 24 funcionários, "quando deveriam ser 55, pelas contas" da associação.

"Em causa está a segurança, a higiene, já que esta situação leva a que falte limpeza nas salas de aula e nas casas de banho", disse a presidente da Associação de Pais, frisando que a sede do agrupamento tem 503 alunos e absorve 11 assistentes operacionais.

Segundo Edite Balaus, há escolas "com uma higiene deplorável" e uma em que é a professora que "abre e fecha" o estabelecimento, além de uma outra escola frequentada com 93 alunos e "apenas um funcionário".

"A Delegada Regional de Educação está avisada da situação desde o último ano letivo e continua a dizer que os rácios estão a ser cumpridos, contando inclusivamente para esse rácio as funcionárias de baixa médica", lamentou a representante dos pais, salientando que os assistentes ao serviço estão "extenuados".

Também na Escola Solum Sul, os pais e encarregados de educação protestaram contra a falta de funcionários no estabelecimento, que é frequentado por 286 crianças e que atualmente tem apenas ao serviço quatro assistentes operacionais.

Sandra Vasconcelos, presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação, disse à agência Lusa que a situação é mais grave porque a escola é frequentada por alunos com problemas de saúde e necessidades educativas.

"A higiene é deficiente e há meninos que não fazem xixi na escola até os pais os virem buscar, o que não saudável", frisou a dirigente.