A atriz Carmen Dolores morreu na segunda-feira, com 96 anos, confirmou à Lusa fonte da família. Morreu em sua casa, onde morava com o filho.

Marcelo Rebelo de Sousa evocou Carmen Dolores. O Presidente da República enalteceu as qualidades da atriz e recordou as várias distinções que conquistou ao longo da carreira.

Em 11 de julho de 2018, a sala principal do Teatro da Trindade, em Lisboa, passou a chamar-se Sala Carmen Dolores, e na mesma ocasião tive a honra de lhe entregar as insígnias de Grande-Oficial da Ordem do Mérito, uma das muitas distinções que lhe foram conferidas. Esse reconhecimento, expressivo, simultâneo e constante, do público, dos pares e dos responsáveis políticos, é tão significativo quanto justo, tendo em conta o talento de Carmen Dolores, a sua carreira distinta e uma certa ideia de estar em palco e de estar no espaço público. (...) À família de Carmen Dolores apresento as minhas sentidas condolências", pode ler-se na mensagem de Marcelo Rebelo de Sousa publicada na página da Presidência Portuguesa.

Nas redes sociais replicam-se as homenagens à atriz. O diretor-geral da TVI, Nuno Santos, considera que a morte de Carmen Dolores deixa "um vazio difícil de preencher" no teatro nacional e lembra as "conversas tarde fora nos meus dias da RTP".

Eunice Muñoz lembra a “velha amiga Carmen dos filmes” e os momentos passados no Teatro Nacional.

Ruy de Carvalho não a tristeza de se ter de despedir de uma “grande amiga”, que dedicou ”muitas décadas de amizade e amor ao teatro”.

Diogo Infante partilhou um conjunto de fotografias, que mostram alguns dos seus momentos em palco com Carmen Dolores.

Rita Salema reitera que Portugal perdeu “mais uma grande estrela, uma grande atriz e uma grande mulher”.

Rita Ribeiro homenageou a Carmen Dolores através de uma fotografia da colega de profissão em palco.

Sandra Faleiro também assinalou o momento com uma imagem da atriz.

Tiago Rodrigues lembra “o extraordinário talento de Carmen Dolores” e garante que a atriz marcou a vida e a existência do Teatro Nacional.

Cucha Carvalheira recorda uma “mulher de teatro solidária e empenhada”, garantido que Carmen era um “ser humano de exceção”.

Maria Henrique garante que só tem uma palavra no meio de tantas emoções: “Obrigada”.

Nuno Mandeiro